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Escolas estaduais de Itabira já substituem sirenes por música para reduzir impactos em alunos com sensibilidade sensorial

Escolas estaduais de Itabira já substituem sirenes por música para reduzir impactos em alunos com sensibilidade sensorial

Fachada da Escola Estadual Major Lage – Foto: Arquivo/Defato

As escolas da rede estadual de ensino em Itabira já iniciaram a substituição das tradicionais sirenes por sinais musicais, em cumprimento à Lei nº 25.261/2025. A medida busca tornar o ambiente escolar mais inclusivo, especialmente para estudantes com hipersensibilidade auditiva, como aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Sancionada em maio de 2025 pelo então governador Romeu Zema (Novo), a legislação determina que instituições públicas e privadas vinculadas ao sistema estadual de educação adotem sinais sonoros mais suaves ou musicais. O prazo para adaptação foi estabelecido até o início do ano letivo seguinte à publicação da norma.

Na Escola Estadual Major Lage, a mudança já faz parte da rotina. De acordo com a diretora Tatiana Amaro Silva, a implementação ocorreu de forma tranquila e sem dificuldades técnicas. “A adoção atende à legislação e traz benefícios importantes, como evitar desconforto, crises e sobrecarga sensorial em alunos com hipersensibilidade auditiva”, explica.

Segundo ela, o novo formato também contribui para um ambiente mais acolhedor e menos estressante. “Reduz a ansiedade e deixa o clima mais descontraído. Aqui na escola, optamos por músicas mais atuais, e os alunos participam até dançando”, relata.

A lei estabelece que os sinais musicais devem ser adequados aos estudantes com TEA ou outras condições que envolvam sensibilidade sensorial. A proposta é minimizar os impactos causados por sons abruptos, frequentemente apontados como gatilhos para crises e episódios de estresse.

Município

No âmbito municipal, a discussão também avança. Um projeto de lei apresentado pelo vereador Bernardo Rosa (PSB) propõe a adoção da mesma medida nas escolas públicas de Itabira. A proposta foi debatida em reunião de comissões da Câmara e pode ser levada à votação nas próximas semanas.

De acordo com o parlamentar, a iniciativa reforça a importância da inclusão no ambiente escolar. “Esses barulhos de alto impacto podem funcionar como gatilho para crises. A ideia é que o sinal seja substituído por uma música que não agrave essa sensibilidade”, afirmou.

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