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Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro depõe por videoconferência

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, depôs nesta segunda-feira (22), por videoconferência, à Polícia Federal.  A audiência durou cerca de três horas e, desta feita, Cid respondeu às perguntas formuladas sobre o caso das joias sauditas.

Na última semana, em audiência presencial, Cid optou por ficar em silêncio no caso das fraudes nos cartões de vacina de sua familia e do ex-presidente Bolsonaro e sua filha Laura, de 12 anos.

O ajudante de ordens é apontado como um dos responsáveis por tentar liberar o pacote de joias femininas retido pela Receita Federal por suposta entrada ilegal no país.

Investigações da PF chegaram à conclusão que Cid enviou um auxiliar para tratar da liberação das joias no posto da Receita Federal, no aeroporto de Guarulhos. As joias foram trazidas ao Brasil pelo ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e assessores, em outubro de 2021.

Bento Albuquerque, na ocasião, alegou aos fiscais da alfândega que os itens eram presentes para a primeira-dama Michelle Bolsonaro por parte da Arábia Saudita.

Esta versão foi posteriormente modificada pelo próprio Albuquerque, ao ver a repercussão na reportagem do “Estadão”, alegando que não sabia o que continha nos pacotes. Tanto Bolsonaro quanto Cid, ouvidos pela PF, disseram que ficaram sabendo das joias um ano após eleas entrarem no país.

Outros dois pacotes em mãos de Bolsonaro, depois de descobertos, foram requisitados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), posteriormente entregues à guarda da Caixa Econômica Federal como bens da União.

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