O ex-deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Paulo Frateschi faleceu na manhã desta quinta-feira (6) em São Paulo, após ser esfaqueado pelo próprio filho em um imóvel localizado na Rua Ponta Porã, bairro da Lapa, zona oeste da capital.
Segundo a Polícia Militar de São Paulo, o chamado foi feito para ocorrência de agressão doméstica. No local, o filho do ex-deputado estaria em surto, usando arma branca contra o pai, que recebeu golpes na cabeça e no braço, além de tentativa de intervenção da mãe da vítima, que sofreu ferimentos leves. O autor foi detido e conduzido ao 91º DP.
Frateschi foi socorrido ao Hospital das Clínicas da USP em estado grave, com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pela assessoria do partido.
Paulo Frateschi teve papel central na fundação e consolidação do PT em São Paulo. Durante o regime militar integrou movimentos de resistência e chegou a ser preso e torturado em 1969 por seis meses. Após a redemocratização, exerceu mandato como deputado estadual, presidiu a legenda no estado e atuou como secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Fernando Haddad e Marta Suplicy.
Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, lamentou a perda: “Durante toda a sua trajetória, mostrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo.” O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também prestou condolências, reconhecendo Frateschi como defensor da democracia e aliado histórico.

