Preso na terça-feira (25), por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, lamentou a prisão e perguntou pela família, e chorou ao chegar na “Papudinha”, batalhão da Polícia Militar anexo ao complexo prisional da Papuda, no Distrito Federal.
As informações são da CNN Brasil.
Torres foi condenado a 24 anos de prisão no inquérito da trama golpista.
A CNN flagrou Torres saindo do seu escritório, no Lago Sul, nesta terça-feira.
Advogados de defesa optaram por não entrar com os chamados embargos de declaração, um recurso contra sua condenação.
Segundo o STF, o ex-ministro teria atuado de forma ativa na tentativa de manter Bolsonaro no poder, oferecendo suporte jurídico para decretos de medida de exceção, manipulando forças de segurança e participando da disseminação de desinformação contra o sistema eleitoral.
Após prisão, sua esposa, Flávia Michele Sampaio defendeu a anistia aos condenados da trama golpista.
“Agora o objetivo é pressionar por essa questão da anistia. Essa anistia tem que sair, é a única esperança que nós temos. A nossa esperança agora é essa anistia, para que todo mundo saia vivo, para que todo mundo saia com saúde mental. Nós somos pessoas assalariadas, pessoas que lutamos tanto para ter uma vida honesta, digna. E não é justo a gente estar passando por um momento desse que a gente está passando. Minhas filhas, eu, todo mundo exposto dessa forma”.
Em nota divulgada na terça-feira, a defesa de Torres lamentou a prisão do seu cliente.
O advogado do ex-ministro, Eumar Novacki escreveu:
“Torres lamenta que as inúmeras provas que demonstram não estar envolvido direta ou indiretamente, com qualquer tentativa de golpe de Estado, tenham sequer sido consideradas na decisão que o condenou”.
Torres foi encaminhado ao 19º Batalhão de Polícia Militar após pedir para não ficar em presídio comum por sofrer ameaças.
A Papudinha é um presídio menor com condições melhores e onde ficam presos com direito a prisão especial, como policiais militares e autoridades, que por razões de segurança não podem ficar entre presos comuns.
*Fonte: CNN Brasil

