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Ex-ministro de Lula diz que não houve risco de golpe no 8 de janeiro

Foto: Facebook/Miro Teixeira

Ex-deputado federal e ex-ministro das Comunicações do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Miro Teixeira (PDT), 78 anos, vai na contramão da esquerda de que o país esteve próximo de uma ruptura institucional no dia 8 de janeiro de 2023. “Digamos que aquela balbúrdia se transformasse em golpe. Por absurdo, Lula seria tirado do poder, assim como Geraldo Alckmin, Arthur Lira, Rodrigo Pacheco, seus sucessores, Veja como tenho razões para dizer que a democracia não esteve ameaçada: precisaria de um passo seguinte, que é declarar a vacância da Presidência. Quem faria isso? Não há um nome”, disse Teixeira ao Poder 360.

“Esse líder não seria o ex-presidente jair Bolsonaro (PL). O motivo é simples: se havia a intenção de dar um golpe e aderência das Forças Armadas, teriam feito enquanto ele ainda estava no poder e tinha as facilidades do posto. Não se sabe sequer se o Bolsonaro seria do paladar de uma cúpula militar. E aí, teriam feito enquanto ele era presidente. Seria a manutenção do poder. Em janeiro, já não mais. Se houvesse golpe, não seria para entregar o poder a ele”.

Mesmo não havendo risco iminente de um golpe, Miro acredita que havia conspiradores nas Forças Armadas, e que o líder ou líderes ainda não foram expostos. O motivo para suas conclusões são: acampamentos em frente aos quartéis em todo o país e complacência dos militares ao proteger os acampados.

Miro prossegue: “Acampamentos em frente aos quartéis não são naturais ou democráticos. Saem da livre expressão e entram no campo da conspiração. Tenta um comunista fazer o mesmo com bandeiras de foice e martelo…Isso deveria ter sido desfeito pelos comandantes militares. O que resta é o grande enigma. Quem é o comandante militar dos atos?”.

Miro acredita que Lula acertou ao não decretar a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), pois poderia construir o momento ideal para que os conspiradores aparecessem e declarassem um eventual golpe.

“Nesse momento (ao não declarar a GLO) pode ter sido interrompido o atentado contra a democracia, que não tinha havido até o momento e não houve depois. Se ele tivesse editado a GLO, botaria tropas nas ruas e poderia surgir o comandante que sugeriria medidas não democráticas. É grave Lula ter sido surpreendido pelos atos. Um presidente não pode ser surpreendido por algo que estava anunciado há 2 dias nas redes sociais. Lula, sem informação, bate na mesa e diz que se querem a GLO, tem que disputar a eleição e ganhar”, repete a fala recente do presidente.

 

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