Um policial reformado, de 55 anos, promoveu um show ao vivo, na Praça do Papa, em Belo Horizonte, na noite desse sábado (27), que terminou em confusão com a guarda municipal. Segundo testemunhas, havia caixas de som, guitarra, pandeiro e um computador sendo usados no local, enquanto um homem se apresentava.
No momento quem guardas municipais o abordaram, pedindo que a música fosse desligada e solicitando ao militar reformado a autorização para produzir o conteúdo musical, o desacato aconteceu. O homem respondeu que eles não eram policiais e nem autoridades, e que a única polícia no momento era o músico.
De acordo com o boletim de ocorrência (B.O.), esse foi o estopim para a briga. Segundo os guardas municipais, eles pediram a identificação do militar reformado, porém ele não a apresentou. Além disso, ele também foi orientado a usar a máscara de proteção contra Covid-19. Esse pedido também foi negado alegando não ser possível cantar com ela.
Ainda segundo o B.O., o homem se irritou, abaixou o volume do som e começou a xingar dos guardas. Os guardas municipais deram voz de prisão por desacato e ao começar a algemar o homem, um deles foi atingido por um soco no rosto. A partir daí, foi necessário o uso de arma de choque para imobilizá-lo e, mesmo algemado e no chão, o militar reformado resistiu e proferiu palavras de baixo calão contra a guarnição.
Versão do policial reformado
Ao ser detido, o homem contou outra versão da história. Ele explicou que pediu para os guardas aguardarem o fim de uma música para desligar o som e teve o pedido negado. O policial reformada diz que um dos guardas o ofendeu primeiro e que isso fez com que a discussão entre eles começasse.
O militar também contou que foi imobilizado com um golpe conhecido como “mata leão” por um deles e que mesmo já caído, levou choque das armas.
A sala de imprensa da Polícia Militar informou que o guarda municipal agredido foi encaminhado para a UPA Barreiro e que o militar reformado negou atendimento médico, mesmo após orientação da Corregedoria.

