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Ex-presidente Fernando Collor responde a processo por corrupção passiva

STF tem dois votos favoráveis à prisão de Collor

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Investigações da Operação Lava Jato podem levar o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PDS) à prisão. É o que defende a Procuradoria Geral da República (PGR), que pretende uma pena de ao menos 22 anos e oito meses de reclusão.

Collor é acusado de receber mais de R$ 29 milhões em propinas entre os anos de 2010 e 2014 em troca de direcionamento e superfaturamento de contratos da BR Distribuidora, um segmento da Petrobras. Dessa forma, responde a uma ação penal por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

À época, Collor ocupava o cargo de senador e exercia influência política sobre a estatal, fazendo indicações estratégicas em diretorias no intuito de aparelhar a empresa. A vice-procuradora da República, Lindôra Araújo, ponderou que “um senador da República ou qualquer outro político têm contatos e até pode indicar nomes, o problema é indicar nomes e solicitar vantagens disso”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quinta-feira (11) o julgamento da questão, que será debatida em sessão presencial no plenário da Corte. O relator é o ministro Edson Fachin. A defesa de Collor poderá se pronunciar amanhã (12).

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