Condenada a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto e por porte ilegal de arma de fogo, além de constrangimento com a arma, a ex deputada Carla Zambelli (PL-SP) está presa na Itália desde julho de 2025.
Após condenação, Zambelli fugiu do Brasil por meio da fronteira com a Argentina, de onde seguiu para os Estados Unidos e, por fim, foi para a Itália, onde tem cidadania. A prisão da ex-deputada foi uma operação conjunta entre a Policia Federal brasileira e autoridades locais.
Nesta quinta-feira (26), a Corte de Apelação de Roma decidiu pela sua extradição.
À reportagem do R7, o advogado de defesa da ex- parlamentar, Fábio Pagnozzi, afirmou que vai recorrer da decisão e que o processo pode subir a um tribunal superior, podendo se estender por até dois anos.
A extradição não tem efeito imediato, caso haja recurso, o processo deve ser concluído em poucas semanas, mas a defesa de Zambelli pode recorrer em até 15 dias.
Pagnozzi informou que vai recorrer à Corte de Cassação do país.
Dessa forma, o recurso pode ser negado pelo tribunal, e o processo pode ser encerrado em quatro a seis meses, conforme explica o professor especialista em direito internacional, Arno Dal Ri Júnior.
Arno acredita que se a Corte entender que o recurso faz sentido, o mérito volta a ser analisado e o processo de extradição pode se prolongar por até dois anos.
A decisão final cabe ao ministro da Justiça italiana, Carlo Nordio.
Se a extradição se confirmar, ela deve vir algemada e acompanhada de dois agentes da Interpol até o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ou Galeão, no Rio de Janeiro, onde será entregue à Polícia Federal.
“A Embaixada do Brasil em Roma foi informada pelos advogados sobre a decisão da Corte de Apelação em favor da concessão da extradição.Ainda cabe recurso no âmbito judicial antes da decisão final do governo italiano”, diz o Itamaraty em nota.
O advogado Fábio Pagnozzi classificou a extradição da sua cliente ‘sem sentido’.
“Esse resultado da Corte de Apelação é sem pé nem cabeça. Ele simplesmente fala o que Alexandre de Moraes falou, que foi um julgamento justo e não foi político. É totalmente sem sentido”.
*Fonte: R7

