Considerando grave o momento vivido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da Corte, Edson Fachin, procurou seus pares para discutir formas de retirar a instituição do centro da crise do Banco Master.
Segundo interlocutores, Fachin já teria conversado com nove colegas, entre eles, Moraes e André Mendonça, o relator das investigações.
As conversas aconteceram também no final de semana, com Fachin afirmando a gravidade da situação e insistindo na criação de um código de conduta para o STF, tentando sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, a Corte está comprometida com a correção institucional.
Na terça-feira (10), o presidente do STF defendeu em discurso o “saudável distanciamento” entre juízes e partes envolvidas nos processos. Fachin aproveitou a abertura de um encontro entre presidentes de tribunais superiores e de segunda instância para transmitir seu recado aos colegas.
O STF se viu ligado à crise do Master a partir da condução de Dias Toffoli às investigações, quando O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de Toffoli com fundos ligados ao Master. Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso, e resistiu em passar para o ministro André Mendonça.
Mendonça determinou a prisão de Daniel Vorcaro na semana passada. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicam que o banqueiro mantinha contato com Alexandre de Moraes.
A advogada Viviane Barci Moraes, esposa do ministro, mantém um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, considerado “incompatível” com valores do mercado, segundo especialistas.
Moraes se encontrava com Vorcaro e conversou com ele ao longo de 17 de novembro, dia da primeira prisão.
*Fonte: InfoMoney

