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Falsa biomédica foi presa após deformar mais de 10 pessoas

Falsa biomédica é presa por deformar pacientes. Foto: Reprodução Redes Sociais

Na manhã dessa última quinta-feira (10), a Polícia Civil do Amazonas prendeu Hozana Carneiro Ximenes. O mandado de prisão contra ela havia sido expedido no dia 3 de fevereiro deste ano. A mulher de 35 anos é suspeita de se passar por biomédica para realizar procedimentos estéticos sem autorização, em Manaus.

Hozana responderá pelos crimes de estelionato, lesão corporal grave e falsificação de documento público. Após a busca, ela foi encontrada na casa da mãe, no bairro Novo Israel, zona norte da capital amazonense.

A falsa biomédica foi denunciada pelas vítimas que fizeram procedimentos estéticos com ela e ficaram completamente deformadas. Ao todo, foram 10 pessoas que reuniram provas, apresentaram as documentações das instituições onde fizeram os procedimentos estéticos clandestinos, assim como os documentos dos hospitais em que foram internadas para tratar as consequências dos tratamentos ilegais.

As pessoas contaram que houve negligência na prestação de socorro. Algumas  precisaram ser internadas em Unidades de Terapia Intensiva por conta de problemas cardíacos. Outras disseram terem ficado deformadas e sofrido com a falta de prestação de socorro.

De acordo com o delegado Gesson Aguiar, “a infratora alegou que era formada em Biomedicina e que tinha estudado em uma faculdade particular da capital, nós entramos em contato com a instituição de ensino superior e fomos informados que Hozana nunca tinha passado por lá”, relata. Além disso, durante a entrevista, o delegado afirmou que as vítimas eram atraídas pelo baixo valor dos serviços da falsa biomédica. Procedimentos que custariam R$ 15 mil seriam oferecidos por Hozana por R$ 3 mil.

Segundo relatos da Polícia Civil, Hozana Ximenes é formada em matemática, nunca fez curso de biomedicina e assistia a tutorias na internet para aprender e posteriormente realizar os procedimentos nas pessoas.

“A mulher já havia trabalhado em várias clínicas da cidade, pois sempre que dava algum problema ela era demitida, mas já buscava outra clínica para trabalhar”, informou o delegado Gesson Aguiar.

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