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Falta de matéria-prima faz preços dos materiais dispararem na construção civil

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Com a pandemia, vários setores da economia aumentaram os preços dos produtos. O ramo da construção civil não foge à regra. Materiais de construção estão tendo alta, até hoje, devido a falta de matéria-prima no mercado. Outro fato relevante é que o auxílio emergencial aumentou o poder de compra de muitas pessoas e, consequentemente, fez subir a demanda.

A equipe da DeFato entrou em contato com alguns comerciantes de João Monlevade para saber o que mudou no ramo.

Thamy Araújo, vendedora em um depósito, relata que produtos como cimento, ferragem, tijolo e aquecedor a gás sofreram aumentos nos preços. Ela ressalta que as empresas fornecedoras tem encontrado dificuldades para conseguir a matéria-prima. Resina, carvão e até mesmo o valor do frete influenciam no aumento dos custos para os depósitos, refletindo também nas prateleiras.

Ferragem

Além disso, Thamy disse que alguns produtos estão em falta. As ferragens já não são encontradas mais em estoque, assim como tubos. “É uma bola de neve. A resina do tubo é importada e não está chegando. No momento, nem preço certo para passar ao cliente estamos tendo. O mercado está travado com esse produto”, conta a vendedora.

Cimento

Há cerca de dois meses, toda semana o cimento encarece. De acordo com Thamy, a cada nova carga entregue, o valor sobe dois reais. A alternativa que o depósito buscou foi estocar, mesmo correndo o risco de perda do material ou do preço normalizar.

Tijolo

José Geraldo, atendente em outro estabelecimento, destaca que o tijolo teve seis aumentos de julho até outubro. O produto que custava R$0,80, hoje sai por R$1,57, quase o dobro. No entanto, ele ressalta que a produção do material vem melhorando. “O que está atrapalhando agora é o frio. Os tijolos feitos de carvão precisam secar ao saírem do forno. As baixas temperaturas dificultam o processo”. A expectativa do comerciante é que até o mês de novembro os preços voltem a cair.

Aquecedor a gás

Nos estabelecimentos de Monlevade, o produto aumentou 20% o valor. Estava na casa de R$485 no início de outubro. Hoje (22), para colocar o equipamento dentro de casa, o cliente terá que desembolsar cerca de R$600

Desse modo, os comerciantes relataram que para uma casa ser construída hoje, o gasto é duas vezes maior do que antes da pandemia.

 

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