Aos 73 anos, Maria da Conceição Santos vive uma corrida contra o tempo para conseguir realizar uma cirurgia que pode devolver sua qualidade de vida. Moradora de Itabira, ela foi diagnosticada em dezembro com acalásia (megaesôfago), uma doença rara que provoca o estreitamento do esôfago e impede a passagem adequada de alimentos e líquidos até o estômago.
Diagnosticada com a doença, Maria convive com a ausência dos movimentos naturais do esôfago, responsáveis por empurrar os alimentos até o estômago. A condição provoca dificuldade para engolir sólidos e líquidos, além de vômitos frequentes, com alto risco de broncoaspiração, tosse noturna, dores intensas e emagrecimento severo.
Segundo a família, os sintomas têm se agravado progressivamente, causando dificuldades para se alimentar e dormir, e já tendo ocasionado a perda de 27 kg. Sem a intervenção cirúrgica, o quadro pode evoluir para complicações ainda mais graves, incluindo a necessidade de retirada do esôfago.
O procedimento é realizado nas cidades de Recife (PE) ou João Pessoa (PB), pelo médico endoscopista Dr. Antônio Conrado. Ainda de acordo com a família, o custo da cirurgia é de R$16 mil. Somadas as despesas com viagem, estadia e demais custos hospitalares, o valor total chega a cerca de R$24 mil.
Sem recursos para custear o tratamento, Maria e seus familiares fazem um apelo à comunidade para que contribuam com qualquer valor. As doações podem ser feitas pelo site: www.vakinha.com.br/vaquinha/cirurgia-poem-pra-acalasiavia ou via PIX, pela chave CPF 088.263.376-75, em nome de Amanda Luiza dos Santos Monteiro.
Saiba mais
A perda de peso começou há um ano e três meses. Desde então, a família buscou respostas por meio de diversos exames. Em uma das endoscopias foi detectada uma bactéria, que chegou a ser tratada, mas o emagrecimento continuou. Preocupados, os familiares decidiram consultar um gastroenterologista particular, que solicitou em Belo Horizonte o exame REED, responsável por identificar em que ponto do trato digestivo o alimento estava sendo interrompido.
Com o diagnóstico, a família passou a adaptar a alimentação para consistência pastosa e iniciou medicamentos para refluxo. No entanto, o quadro evoluiu rapidamente. Maria passou a ter múltiplos engasgos, inclusive com líquidos. A fraqueza se intensificou a ponto de causar uma queda, já que as pernas não tinham mais força suficiente para sustentá-la. Em vários momentos, ela chegou a ficar sem ar ao tentar engolir medicamentos diluídos com pequenas quantidades de água.
Diante do agravamento, houve indicação de transferência para Belo Horizonte, onde ela poderia passar por uma dilatação do esôfago, procedimento paliativo que permitiria voltar a se alimentar com pastosos, mas que precisaria ser repetido sempre que o canal voltasse a se fechar. Após 23 dias de espera por uma vaga, sem retorno, a família decidiu buscar outra alternativa.
Foi nesse momento que conheceram o médico endoscopista Dr. Antônio Conrado, que desenvolveu uma técnica cirúrgica considerada definitiva para o tratamento da acalásia. Segundo a família, o procedimento possibilita que o paciente volte a se alimentar normalmente e ingerir líquidos sem engasgos.

