A inauguração do Centro de Radioterapia do Hospital Nossa Senhora das Dores em Itabira, realizada na última quinta-feira (11) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi marcada pelo discurso de Elenita Ana Barbosa, de 52 anos, paciente oncológica que relatou a sua trajetória desde o diagnóstico até o início do tratamento.
Itabirana — “Itabira, pedra que brilha”, como fez questão de reforçar — Elenita compartilhou com o público a descoberta do câncer de mama em junho deste ano, após realizar uma mamografia na carreta móvel que esteve na cidade. “Depois dessa descoberta, eu fiz todos os outros exames e foi diagnosticado maligno”, contou.
Ela relatou que nada a assustava tanto quanto a perspectiva de enfrentar diariamente a estrada até a capital. “Nem a queda dos meus cabelos estava me deixando tão angustiada quanto ter que ir para Belo Horizonte fazer rádio”, afirmou.
Com a abertura do novo centro de radioterapia, a realidade muda para ela e para dezenas de pacientes que vivem situação semelhante em Itabira e na região. Emocionada, Elenita agradeceu às autoridades responsáveis pela entrega do equipamento, citando diretamente o presidente Lula, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o prefeito Marco Antônio Lage (PSB). “Graças a Deus e a vocês, com trabalho incansado, com seriedade, estão entregando para nós pacientes, para nossas famílias, algo que evita essa tristeza de sair de madrugada, ir até a capital e voltar à noite para no outro dia repetir tudo de novo.”
“Vocês não sabem como eu estou muito feliz de fazer o meu tratamento na minha cidade”, comemorou Elenita
A rotina de tratamento, que já é difícil para qualquer paciente, ficou ainda mais carregada de incertezas diante da possibilidade de ter que viajar diariamente para Belo Horizonte para realizar a radioterapia. “Eu teria que pegar essa BR todos os dias. Isso já estava me deixando muito angustiada”, disse. A situação se agravou após a cirurgia feita pelo SUS, no dia 12 de setembro, quando médicos encontraram outros quatro nódulos na axila, sendo um deles maligno, o que levou Elenita a iniciar o processo de quimioterapia.
Ao final, a paciente resumiu o sentimento que tomou conta do público presente. “Vocês não sabem como eu estou muito feliz de fazer o meu tratamento na minha cidade. Eu sei que já estou curada e agora estou muito, muito mais feliz.”

