A barragem B1-A, da mineradora Emicon, localizada na Mina do Quéias, em Brumadinho, teve a classificação de emergência elevada pela Agência Nacional de Mineração (ANM) para o nível 2. Além de famílias que vivem ao redor que podem ser afetadas em caso de rompimento, o maior reservatório de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte e a rodovia Fernão Dias estão na mancha de inundação da barragem.
No nível 2 de emergência, não há confirmação de que o rompimento seja iminente, mas são necessárias medidas imediatas de prevenção, incluindo a evacuação da chamada Zona de Autossalvamento (ZAS) — área onde não há tempo suficiente para atuação das autoridades em caso de colapso. O nível 2 é o penúltimo na escala de alerta, que vai até 3.
O mapa da inundação da barragem B1-A consta no Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração, da ANM. Segundo a Agência, em caso de rompimento, os rejeitos invadiriam a BR-381, a Fernão Dias, principal rota entre Belo Horizonte e São Paulo. Além disso, chegariam até o reservatório Rio Manso, responsável por captar e tratar água para parte da população da Grande BH.
A estrutura da barragem foi desativada no dia 2 de janeiro de 2014 e comporta 914 mil metros cúbicos de rejeito — volume cerca de 12 vezes menor do que o da barragem B1, da mina de Córrego do Feijão, também em Brumadinho.
Nesta quinta-feira (23), a Agência Nacional de Mineração informou que “não foram registradas anomalias que indiquem risco iminente de rompimento”, mas que a decisão foi tomada durante o período de estiagem, o que reduz os riscos hidrológicos. “A medida visa garantir que, a evacuação da população ocorra de forma segura e organizada”, completa a agência.

