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Festival da Cajá reúne música, cinema, arte urbana e cultura popular em cinco dias de programação gratuita em Itabira

Festival da Cajá reúne música, cinema, arte urbana e cultura popular em cinco dias de programação gratuita em Itabira

Foto: Divulgação/Cajaína Cultural

Itabira será palco de uma intensa ocupação cultural entre os dias 10 e 14 de junho com a realização da primeira edição do Festival da Cajá. Com programação totalmente gratuita, o evento reunirá artistas, produtores culturais, coletivos, educadores e público em geral em cinco dias de atividades que transitam por diferentes linguagens artísticas, incluindo música, cinema, literatura, muralismo, cultura popular, artes visuais, debates e ações formativas.

As atividades serão divididas entre dois espaços. Nos dias 10, 11 e 12 de junho, a programação será realizada na Cajaína Cultural, no bairro Pará. Já nos dias 13 e 14 de junho, o festival segue para o Valeriodoce Esporte Clube, no bairro Campestre. Nesta edição de estreia, o Festival da Cajá também passa a integrar o Circuito Mineiro de Festivais, rede que busca fortalecer a circulação artística e a produção cultural independente em Minas Gerais.

A proposta é criar um ambiente de troca de experiências, formação e convivência, aproximando diferentes públicos de manifestações culturais produzidas em Itabira, na região e em outras cidades mineiras.

Música, poesia e arte urbana abrem a programação

A abertura do festival acontece no dia 10 de junho, com ambientação sonora do DJ Márcio, artista ligado à cultura hip-hop itabirana e especializado em técnicas de turntablism, scratch e mixagens avançadas.

O primeiro dia também contará com uma ação de muralismo conduzida pela artista Danielle Oliveira, cuja trajetória está ligada à arte urbana e à defesa dos direitos sociais por meio da produção artística.

A programação inclui ainda apresentações do Slam da Fênix, iniciativa criada em Itabira para incentivar a poesia falada e revelar novos talentos da literatura periférica e performática.

Fechando a noite, o público poderá conferir o show do NigganJazz, dupla formada pelos músicos Edmilson Neguim e Yohanan Sena, que mistura reggae, MPB e composições autorais em apresentações marcadas pela simplicidade instrumental e pela valorização da música independente.

Durante todo o dia, o público também terá contato com ações promovidas por parceiros do festival, como Collab Estúdio, Gabi Filtro dos Sonhos, Sara Lab. Atelier, Boi Black Hamburgueria, Igor Giordanno e Festim.

Cinema e debate sobre crise climática marcam o segundo dia

No dia 11 de junho, a programação começa com ambientação sonora de BT e segue com a exibição do documentário “Camaco”, produção dirigida por Breno Alvarenga e premiada no Festival de Cinema de Gramado.

O curta investiga a história de um dialeto secreto utilizado por trabalhadores da mineração em Itabira, ao mesmo tempo em que provoca reflexões sobre a atividade minerária e suas transformações ao longo dos anos.

Também participam da programação o Coletivo Cacique Merong e o Clímax MG, articulação estadual que conecta cultura, comunicação e ações de enfrentamento à crise climática em diferentes regiões mineiras.

A noite será encerrada com apresentação do Trio Doce de Côco, grupo formado por Melquiades Mamede, Carlos Alberto e Elcio Arruda. O repertório valoriza a tradição do choro, da música instrumental brasileira e das sonoridades populares.

Mulheres ocupam o centro dos debates culturais

A sexta-feira (12) será dedicada à reflexão sobre o protagonismo feminino na cultura. A programação inclui a roda de conversa “Mulheres na Produção Cultural”, reunindo profissionais com atuação destacada em diferentes áreas da gestão e produção cultural.

Participam do encontro a atriz e produtora Mari Antonaci; a historiadora, tamborzeira e produtora cultural Leila Cunha; a presidente da Fundação Casa de Cultura de João Monlevade, Nadja Lírio; a produtora cultural Jess Marques; a coordenadora executiva do Circuito Mineiro de Festivais, Irlana Cassini; a artista e produtora Doiská; e a produtora cultural e audiovisual Agnes Carelle.

Encerrando a programação na Cajaína Cultural, o público poderá acompanhar o espetáculo musical Fulô das Minas. A montagem mistura teatro, música, brincadeiras populares, percussão corporal e tambor mineiro para contar a história de Maricota, personagem inspirada na cultura e nas tradições de Minas Gerais.

Reggae e samba tomam conta do festival no fim de semana

As atividades seguem no sábado (13) no Valeriodoce Esporte Clube. A programação será embalada pela ambientação sonora do coletivo Casa de Jah, conhecido pela valorização da música jamaicana e de diferentes vertentes do reggae.

Entre as atrações musicais estão o grupo Kasa Rika, dedicado à preservação do samba tradicional; a banda Raiz Forte Reggae, de Timóteo, que completa 12 anos de trajetória em 2025; e o projeto Rasta Courage, referência do reggae no Vale do Aço.

O encerramento da noite ficará por conta do DJ Cleiton Rasta, artista alagoano que já participou de importantes festivais brasileiros, como Coquetel Molotov, Carambola, Batekoo e Favela Sounds.

Ainda durante a programação de sábado será exibido o primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026, diante do Marrocos.

Cultura popular e atrações para crianças encerram o festival

O último dia do Festival da Cajá será dedicado às famílias e às manifestações da cultura popular brasileira.

A programação começa com oficina e show musical infantil conduzidos pelo músico e educador Adolpho Marques, que promoverá atividades de musicalização utilizando instrumentos de percussão, sons corporais e brincadeiras interativas.

Na sequência, sobe ao palco o grupo Perecolância, tradicional referência das quadrilhas juninas em Itabira e responsável por projetos gratuitos voltados à formação cultural de crianças, adolescentes e jovens.

O público também poderá acompanhar a apresentação do Bloco Altamente, que trabalha ritmos como samba-reggae, afoxé, ijexá e marchas percussivas, além de um repertório especial voltado para as festas juninas.

O encerramento do festival ficará sob responsabilidade do Trio Conceição, grupo itabirano especializado em forró pé de serra e reconhecido por difundir a tradição nordestina em diversas cidades mineiras.

Com entrada gratuita em todas as atividades, o Festival da Cajá nasce com a proposta de fortalecer a cena cultural independente, valorizar artistas locais e promover encontros entre diferentes expressões artísticas, transformando Itabira em um grande espaço de convivência, criação e celebração da cultura.

Confira a programação:

Quarta-feira (10)

Quinta-feira (11)

Sexta-feira (12)

Sábado (13)

Domingo (14)

SERVIÇO

Festival da Cajá
Data: 10 a 14 de junho
Local: Cajaína Cultural e Valeriodoce Esporte Clube
Entrada: gratuita
Realização: Circuito Mineiro de Festivais – Rota da Diversidade por meio da Associação Coletivo Cultural e através de emenda parlamentar da deputada estadual Bella Gonçalves via Ministério da Cultura em parceria com a Cajaína Cultural e com apoio da Mídia Ninja, Circuito Fora do Eixo e Floresta Ativista.
Apoio: Portal DeFato Online, Igor Giordano Eyewear, Instituto Cultural Festim, GTG Engenharia e vereador Yuyu da Pedreira.

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