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Fim da greve dos tanqueiros: sindicato encerra a paralisação

Fim da greve dos tanqueiros: sindicato encerra a paralisação

A corrida desesperada dos motoristas mineiros para garantir o tanque cheio nessa sexta-feira (26), só serviu para aumentar o preço dos combustíveis. Depois de passar o dia em filas quilométricas e pagar preços exorbitantes, os mineiros assistiram o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque-MG), representante dos tanqueiros, anunciar no fim da noite a suspensão da greve.

Em vídeo enviado aos principais veículos de comunicação do estados, o presidente do sindicato, Irani Gomes, explicou que a decisão foi tomada após uma reunião com os secretários de Estado, Igor Eto, e de Planejamento, Otto Levy.

“Mediante compromisso do governo, a categoria decidiu suspender a greve e voltar às suas atividades. Colocamos nossos pleitos e na próxima semana será marcada data para que a entidade possa se reunir com o governo e dar sequência a essa pauta”, afirmou o presidente do Sindtanque-MG.

A greve foi deflagrada em função dos grandes aumentos praticados pela Petrobrás no preço do óleo diesel. Assim, a categoria pede uma redução na alíquota do ICMS sobre o diesel. “Esperamos que o governo possa olhar para essa categoria, tão sofrida devido ao aumento do óleo diesel, que representa mais de 60% no valor do frete”, completou.

Entenda

A greve foi deflagrada pelos tanqueiros na quinta-feira (25), depois de um dia inteiro de protestos. Com a paralisação oficializada na sexta-feira (26), o governador Romeu Zema chegou a publicar nas redes sociais que criaria um grupo de trabalho na próxima semana para estudar uma possibilidade de atender à demanda dos tanqueiros.

Em nota oficial, ele garantiu que os preços do ICMS não seriam mais aumentados, mas a redução dependia da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“No momento, em virtude da situação financeira do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige uma compensação para aumentar receita em qualquer movimento de renúncia fiscal, o que não torna possível a redução da alíquota”, afirmou o governo de Minas por meio de nota.

Vale lembrar que, para que os valores de ICMS de quaisquer produtos sejam elevados ou reduzidos, é necessária a elaboração de uma proposta que deve ser apresentada na Assembleia Legislativa de Minas. Além disso, ela precisa ser votada e aprovada pelos deputados estaduais.

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