Na medida em que cresce a pressão da classe empresarial e em que prefeituras do interior decidem afrouxar as determinações de isolamento social, a Secretaria de Estado de Saúde avisa que a flexibilização ainda é uma realidade distante de acontecer em Minas Gerais. Em declaração nessa quinta-feira (16), o secretário-adjunto da Saúde, Marcelo Cabral, destacou a necessidade de manutenção das ações que estimulam o isolamento.
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“Flexibilização ainda não é realidade. A solução incontroversa é o isolamento e distanciamento social. A epidemia nos impõe uma situação em que haverá distanciamento por algum tempo, ainda que com grau de menor intensidade. De todo modo, temos interlocução constante junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), para termos dados e, de forma segura, possamos indicar o que pode retornar ou não”, afirmou o secretário-adjunto.
Marcelo Cabral pontuou que, em relação às possibilidades de retorno de atividades não essenciais, ainda não são factíveis para o momento e que todas as medidas nessa direção serão embasadas por critérios técnicos e científicos.
O secretário-adjunto reforçou a preocupação com aqueles que compõem os grupos de risco em relação à Covid-19, que terão atenção constante. “É uma tendência que exista esse distanciamento para proteger pessoas dos grupos de risco. Precisamos ter cuidado com essa parcela da população”, declarou.
Cabral ressaltou, ainda, que o Estado tem orientado suas ações por base em cooperação e que haverá, nos próximos dias, por exemplo, medição de temperatura para os passageiros de transporte intermunicipal, como forma de monitoramento e controle da transmissão.
Economia afetada
Também nessa quinta-feira, os secretários de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa; de Planejamento e Gestão, Otto Levy; de Governo, Igor Eto, e o secretário-geral, Mateus Simões, falaram sobre os efeitos da Covid-19 na economia mineira. A estimativa é de que as perdas de arrecadação sejam da ordem de R$ 1,150 bilhão em abril. Em maio, o montante deve chegar a R$ 2,5 bilhões.
De acordo com Gustavo Barbosa, até o dia 13 de abril o Estado teve uma perda na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de 36%. Já em relação ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a retração foi maior, de 44%. Os setores que representaram as maiores perdas foram: combustíveis, bebidas, automotores e linha branca.
Ele lembrou que o comportamento econômico é mensurado pela emissão de notas fiscais entre empresas e do consumidor. “Esses dois comportamentos estão próximos de 30% de queda. Isso mostra que nós estamos em processo de degradação econômica neste momento”, explicou.

