Desde o dia 31 de outubro — data em que se comemorou os 120 anos do poeta Carlos Drummond de Andrade —, Itabira recebe o 2º Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira). Porém, a abertura oficial do evento aconteceu na última quinta-feira (3), com a inauguração do espaço cultural localizado na Praça do Centenário, na região central da cidade. Durante o lançamento, organizadores e produtores do evento conversaram com o portal DeFato e falaram sobre a importância do festival para o desenvolvimento socioeconômico do município.
Para o prefeito Marco Antônio Lage (PSB), a realização de eventos como o Flitabira fortalecem a cidade: “Esse é o processo que estamos fazendo de tornar Itabira em um destino cultural e literários nacional. É um processo de continuidade e, este ano, o 2º Flitabira traz mais escritores, artistas e turistas de fora. É uma cultura que contribui com a educação, tem grande diálogo e conexão com as escolas pública e privadas, com o bem-estar da comunidade itabirana em geral e também com essa evolução de desenvolvimento da vertente econômica do turismo”.
“Há muito o que se fazer e é um processo que precisa ser contínuo. Os grandes eventos e festivais ajudam a criar esse ambiente cultural para atrair mais turistas à Itabira. Esse é um propósito que está se dando e está acontecendo”, acrescenta Marco Antônio Lage.
Já o superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Marcos Alcântara, acredita que grandes eventos, como o Flitabira, permitem a construção de um calendário cultural permanente que ajudem a consolidar a cidade como referência para o setor. “A importância do Flitabira é a gente conseguir conectar Itabira e suas potencialidades com o mundo. Digo isso pela magnitudade que é Itabira: berço da mineração e terra de Drummond”, afirma Marco Alcântara. “É necessário a gente vivenciar Drummond sempre, é necessário que Itabira tenha um calendário permanente para trabalhar a obra Drummondiana e é necessário que Itabira tenha um festival dessa magnitude para falar com o Brasil e dialogar com os grande escritores brasileiros sobre a importância da cidade e de Drummond”, conclui.
Pensando a cultura
No entendimento do jornalista, escritor, biógrafo e crítico literário Tom Farias, Itabira é uma cidade que oferece diversos aparelhos culturais e conta com o apoio das escolas na disseminação e fortalecimento das artes no município. Além disso, ele avalia que a cidade possuí uma ligação própria com a poesia e traduzida no Museu de Território Caminhos Drummondianos, que materializam as palavras de Drummond.
“Nós chegamos em Itabira e parece que tem essa energia da cultura. Parece que estamos vendo poesia em todos os lugares — e estamos vendo mesmo, têm vários lugares com a poesia impressa de Drummond”, Tom Faria. “A cidade é muito acolhedora, tem vários aparelhos culturais trabalhando a memória de Drummond, tem as escolas todas envolvidas. Então foi muito importante e significativo pra mim colaborar com esse segundo Flitabira”, completa.
Para Pedro Graña Drummond, neto de Carlos Drummond de Andrade, todo essa aparato reforça a vocação cultural de Itabira e, com isso, tem oportunidade de explorar o caminho das artes em seu desenvolvimento social e econômico.
“O 2º Flitabira, junto com a Semana Drummondiana, é mais uma confirmação da vocação cultural que a cidade tem. Não só de trazer artistas, escritores e intelectuais, mas também de mostrar os seus artistas, professores, escritores, jornalista e a sua força criativa”, avalia Pedro Drummond. “Itabira sempre foi conhecida pelo minério, mas agora também começa a exportar sua própria cultura, sua própria capacidade de realizar eventos com atrações internacionais”, prossegue.
O evento
De acordo com Rafael de Sá, um dos curadores locais do Flitabira, há uma vasta programação que mescla artistas itabiranos com grandes nomes da cultura nacional. Eles se revezarão, até o dia 6 de novembro, nos dois palcos montados na Praça do Centenário — e em outros pontos da cidade — para proporcionar uma experiência única para o itabirano. Além das atividades culturais, o espaço também conta com biblioteca e área gastronômica.
“Nós preparamos com muito carinho 23 mesas e cada uma delas com três convidados locais. Então a gente tem itabirano falando para itabirano. Para além disso, temos uma programação nacional com muitos convidados e autores que também trazem essa reflexão e comemoram os 120 anos de Drummond. Temos uma área gastronômica incrível, uma livraria incrível. Tem entretenimento para as crianças até os adultos”, conta Rafael de Sá.

