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Frio aumenta riscos para pessoas em situação de rua em Belo Horizonte

Frio aumenta riscos para pessoas em situação de rua em Belo Horizonte

Foto: Reprodução/Rodrigo Clemente/PBH

A queda nas temperaturas em Belo Horizonte amplia os riscos para pessoas em situação de rua, especialmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã. Com a chegada da onda de frio, quem vive sem moradia fica mais exposto a doenças respiratórias, hipotermia, dificuldade de acesso a abrigo e agravamento de problemas de saúde.

Diante da previsão de temperaturas mais baixas, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que vai reforçar as ações de proteção. A medida inclui distribuição de cobertores em todas as regionais da capital e ampliação das orientações feitas pelas equipes de abordagem social.

Ao todo, serão disponibilizados 1,8 mil cobertores. A entrega será feita pelas equipes do Serviço Especializado de Abordagem Social durante as ações realizadas nos territórios. Os profissionais também devem informar sobre vagas em unidades de acolhimento e orientar sobre cuidados durante o período de frio.

Atualmente, Belo Horizonte conta com cerca de 600 vagas diárias em casas de passagem. Os espaços oferecem pernoite, alimentação, local para higiene pessoal e guarda de pertences. Durante o frio, o horário de entrada nas unidades será flexibilizado para tentar facilitar o acesso.

O número de vagas, no entanto, mostra o tamanho do desafio. A capital registrou crescimento da população em situação de rua nos últimos anos, e parte desse público permanece fora dos serviços de acolhimento por diferentes motivos, incluindo falta de vagas próximas, vínculos fragilizados com a rede, regras de convivência e deslocamentos pela cidade.

A alimentação também será adaptada no período. Segundo a PBH, os cardápios dos Restaurantes Populares e das unidades de acolhimento terão pratos como feijoada, caldos e mingaus. Desde 28 de maio, o Restaurante Popular Herbert de Souza, no Centro, funciona até as 21h, e a ampliação do horário nas demais unidades deve ocorrer de forma gradual.

Na área da saúde, as equipes do Consultório na Rua vão intensificar orientações e vacinação contra a gripe. Pessoas em situação de rua com mais de seis meses de idade podem receber o imunizante por meio das equipes itinerantes.

Casos com sinais de hipotermia, dificuldade respiratória ou outros agravamentos deverão ser encaminhados para a rede municipal de saúde. O atendimento pode ocorrer em centros de saúde, UPAs ou, dependendo da avaliação, com acionamento do Samu.

O monitoramento das demandas emergenciais será feito por equipes municipais com apoio do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte. Situações de urgência podem ser comunicadas pelo telefone 153, da Guarda Civil Municipal, principalmente durante a noite. A Defesa Civil também pode ser acionada pelo 199.

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