Os funcionários do Hospital Margarida terão, a partir de março, um reajuste salarial de 3,5%. A informação é do provedor da casa de saúde, José Roberto Fernandes. Segundo ele, o percentual corresponde à recomposição das perdas, não há um ganho real. “Nossa vontade era de apresentar um percentual maior, mas hoje não é possível”, informou.
Ainda sobre a situação financeira do Margarida, o hospital tem a receber R$7,2 milhões. Este montante diz respeito aos valores devidos pelos governo estadual e federal, bem como por alguns convênios de saúde. Em contrapartida, José Roberto afirmou à reportagem da DeFato que a Prefeitura de João Monlevade aumenta, a partir deste mês, o repasse em mais R$300 mil.
Auxílio regional
Questionado se os municípios da região contribuem financeiramente para com a casa de saúde, José Roberto informou que pactuados junto ao governo são Bela Vista de Minas, Nova Era, Rio Piracicaba e São Domingos do Prata. Isso quer dizer que as verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) destinadas a essas cidades no que diz respeito a atendimento hospitalar, são recebidas pelo Margarida. “Há outros municípios que poderiam pactuar conosco, já que somos polo de atendimento, mas os prefeitos priorizam outras cidades como Ponte Nova e Itabira, apesar de serem atendidos em João Monlevade. Não vamos negar atendimento por isso”, enfatizou.
Ainda sobre auxílio financeiros das cidades da região, atualmente a média de valor recebida das prefeituras por cidadão atendido é de R$0,50. Com o aumento de repasse da Prefeitura de Monlevade, o hospital espera que esta média aumente também na região. A expectativa é chegar pelo menos em R$3,50. Um planejamento nesse sentido é feito pela provedoria e administração da casa de saúde.

