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Fundação Casa de Cultura faz balanço das ações realizadas no ano em Monlevade

Fundação Casa de Cultura faz balanço das ações realizadas no ano em Monlevade

Foto: Divulgação PMJM

Neste 2022, a Fundação Casa de Cultura de João Monlevade intensificou a política de fortalecimento das ações artístico-culturais da cidade iniciada no ano anterior. Logo em fevereiro, a instituição realizou o II Fórum de Políticas Culturais, para discutir com a comunidade artística prioridades e projetos a serem levados adiante.

Logo depois, foi parceira da ArcelorMittal no curso “Formação de Lideranças e Inovação em Instituições Culturais 2022” (FLIIC), que se iniciou em abril e se estendeu por 108 aulas semipresenciais. A iniciativa veio atender a uma das principais demandas surgidas no II Fórum de Políticas Culturais: formação.

Continuidade

Em abril, nas celebrações do aniversário da cidade, entre a ampla programação musical, a Fundação trouxe de volta o projeto “Rock na Rua”, criado na primeira gestão do prefeito Laércio Ribeiro (1997-2000). A pauta roqueira contou com os grupos locais Ela vai voltar – Tributo a Charlie Brow Jr., Torantes e Quarteto Tara, além de Babadan e Black Machine, de Belo Horizonte. Outras duas edições do projeto aconteceram ao longo do ano. Mas não foi apenas rock. A ampla programação musical contemplou vários gêneros, como samba, axé e forró; a arte dos Tambores do Morro e a mestria da Orquestra Big Band Funcec também foram levados ao público.

Na festa dos 58 anos do município, a Casa de Cultura reuniu também literatura, com lançamentos de livros infanto-juvenis e debate com artistas monlevadenses que fazem sucesso no Brasil e mundo afora (o “Conexões Monlevadenses”). A ação da entidade se manifestou, igualmente, no apoio à Feira de Economia Popular Solidária (que integrou a programação comemorativa), o que se repetiu nas demais edições realizadas pelos feirantes ao longo de 2022.

Patrimônio

Promoção do patrimônio histórico e cultural foi outro dos grandes marcos celebrativos do aniversário de João Monlevade. A cineasta e historiadora luxemburguesa Dominique Santana trouxe à cidade seu projeto transmídia “A Colônia Luxemburguesa”, que se debruça sobre os laços históricos entre o município e Luxemburgo, país de onde vieram os responsáveis pela implantação da Usina Siderúrgica de Monlevade nos anos 1930.

O projeto de Dominique, em parceria com a Prefeitura e Fundação Casa de Cultura, desdobrou-se em várias ações, do lançamento do longa-metragem que dá nome ao projeto (realizado em 2 de maio) à série de bate-papos intitulados “História e Café”, entre outras.

No mesmo dia 2 de maio foi lançado também o documentário produzido pela própria Fundação, o “Igreja São José Operário – 80 anos de História”, integrante da série “De Jean a João.Doc’.

A exibição desses dois documentários marcou o lançamento do projeto “Film[Aço] – Cinema na Praça”, que, ao longo do ano, ofereceu vários filmes ao público, gratuitamente, na Praça do Povo.

A questão patrimonial foi também objeto do “Tour de Memória”, que, no começo de abril, levou alunos a um passeio educativo no Centro Histórico da cidade e foi apenas uma de uma série de iniciativas de educação patrimonial realizadas (que envolveu, ainda, capacitação de professores e de outros servidores municipais). O Prêmio Louis Ensch de Fotografia, por sua vez, tematizou bens inventariados em Monlevade.

No final de maio, a Fundação incluiu cultura tradicional na abertura do “Projeto Moradores – A Humanidade do Patrimônio”, promovido pela ArcelorMittal: um cortejo da Guarda de Marujos Nossa Senhora do Rosário, registrada como bem imaterial, circulou entre as praças do Povo e do Lindinho, onde houve exposição de fotos de moradores em grande formato.

Semestre com sabor

O segundo semestre começou em alto estilo. O Festival Gastronômico Mistura, em sua primeira edição, realizado nos dias 2 e 3 de julho, foi sucesso total, angariando comentários positivos por toda a região. O evento procurou celebrar, por meio da gastronomia, a relação entre a cidade luxemburguesa de Esch-Sur-Alzette (terra de imigrantes que implantaram a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira) e João Monlevade, que se tornaram formalmente cidades-irmãs em solenidade realizada na Câmara Municipal no dia 1º do mês.

A decoração do Festival Mistura, à base de 1.214 tsurus (dobraduras em formato de ave considerada sagrada no Japão), foi um dos grandes atrativos do evento. Mas a música também contribuiu para o sucesso: Orquestra Big Band Funcec, banda monlevadense Relicário, multi-instrumentista Marcelo Dai, com o melhor do black music, chorinho e sambas com o grupo Túlio Araújo e Choro Amoroso e, grande estrela do evento, Flávio Venturini e seus grandes sucessos como “Noites com Sol” e “Espanhola”.

O Festival de Inverno de Ouro Preto, Maria e João Monlevade, parceria entre a Ufop e a Casa de Cultura, trouxe exposição de arte contemporânea à Câmara Municipal e teatro à Praça do Povo, além de música e dança.

Nesse mesmo mês, outra grande notícia: a divulgação da pontuação recorde do município no ICMS Cultural, com 15,62 pontos, a maior da história do município e o triplo da obtida no último ano da administração anterior. Por sinal, no final do mês foi lançado edital com destinação de R$ 110 mil, recursos oriundos desse tributo, para contribuir com apresentações ou reformas de sedes de grupos de cultura tradicional, corais e bandas. Cinco entidades foram aprovadas (guardas de congados e marujos, Coral Monlevade e Corporação Musical Guarani).

Ainda dentro do universo de investimentos em patrimônio, a Fundação realizou nos dias 21 e 22 de julho uma campanha de credenciamento de membros da Feira Tradicional de Artesões, que é inventariada, para obtenção da Carteira Nacional do Artesão, documento que habilita esses profissionais a uma série de benefícios, como cursos e outros. A iniciativa foi realizada em parceria com o Sebrae Monlevade, Diretoria Estadual de Artesanato e Associação de Artesãos (Solidariarte).

Política Cultural

Em 2 agosto, a Fundação realizou o III Fórum Municipal de Políticas Culturais. Na ocasião, foi eleito o Conselho Municipal de Política Cultural, instância fundamental para viabilizar a participação da sociedade na discussão das demandas e dos caminhos para a cultura do município.

Também em agosto a Casa de Cultura lançou o edital de credenciamento de artistas e profissionais da cultura com uma novidade: em âmbito estadual, de forma a ampliar a oferta de bens culturais à comunidade.

Outra novidade foi a adesão de João Monlevade, formalizada no dia 18, ao Circuito Turístico Montanhas e Fé.

A 29ª edição da tradicional Cavalgada, com apoio da Casa de Cultura, encerrou o mês marcando o calendário da região.

Congado, crianças, hip-hop

O Dia Estadual do Congado, em 7 de outubro, foi comemorado pela Casa de Cultura com três dias de ações. Uma oficina de produção de estandartes com motivos congadeiros foi ministrada na Escola Municipal Israel Pinheiro (Emip) nos dias 4 e 5. Já no dia 6, integrantes da Guarda de Marujos Nossa Senhora do Rosário estiveram no Centro Educacional de João Monlevade, onde mostraram um pouco de suas tradições, e foi exibido documentário sobre o grupo.

No dia 7, que é também Dia de Nossa Senhora do Rosário, foi lançado no Youtube, no canal da Fundação, o documentário sobre a Guarda de Congado de Laranjeiras.

Na última semana de outubro, na manhã do dia 23, foi a vez da Festa das Crianças no Centro Comunitário do Cruzeiro Celeste. À tarde, no mesmo dia, o local sediou apresentação de hip-hop e desafios de rimas, realizada por rappers para a “Mostra da Diversidade Cultural”, com apoio da Fundação.

Negritude

Em novembro, a Casa de Cultura trouxe à cidade o multiartista belo-horizontino Camilo Gan, referência de cultura negra, para ministrar a oficina de dança “Corpo Oralidade”, explorando múltiplas riquezas das culturas de matriz africana.

O evento integrava a programação do “Festival Baobá – Pretas Tradições”, planejado para marcar o mês da Consciência Negra com show do Olodum e muitas outras atrações, mas que acabou adiado para o próximo ano em razão das fortes chuvas na cidade.

Papai Noel

Para encerrar o ano, principais praças da cidade, no Centro Comercial e em regiões periféricas, foram tomadas por decoração natalina especial. No dia 16, a Praça do Povo, lotada, recebeu a presença do Papai Noel, shows infantis e muitas brincadeiras. O local abrigou também mais uma edição do Rock na Rua. A festa natalina com presença do bom velhinho se estendeu até o dia 18. A população não economizou fotos, vídeos e muita animação.

Cursos

O próximo ano vai começar com investimento em formação. A Casa de Cultura abre em janeiro processo seletivo para contratação instrutores de artes. Estão previstas as seguintes modalidades de cursos, a começar depois do Carnaval: técnica vocal, canto, piano, bateria, violão, violino, artesanato, pintura e desenho, capoeira, dança de salão, dança contemporânea e teatro.

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