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Gastos extras com salários são baixos em comparação com economias, diz Ronaldo

Uma das polêmicas na última semana em Itabira foi o aumento dos salários da vice-prefeita e dos secretários que irão compor o governo de Ronaldo Magalhães (PTB). Os subsídios serão agora de R$ 11.500. Durante o anúncio de seu secretariado, nessa quinta-feira, 22 de dezembro, o futuro prefeito explicou que os gastos a mais são ínfimos em comparação com outras economias.

O exemplo dado foi o corte de 150 cargos comissionados, que irá representar uma diminuição anual na faixa de R$ 11 milhões. Já o custo por ano com o aumento dos vencimentos do primeiro escalão será de R$ 800 mil.

Outra situação que reforçou a necessidade de aumento, segundo Ronaldo, é o imposto de renda, que recolhe cerca de 27% dos salários. “O secretário ganhar R$ 5.500 (com o desconto) eu acho pouco em uma cidade como Itabira. Eu quero que o secretário trabalhe em tempo integral, porque hoje a Prefeitura abre meio dia. E você vê os nomes aqui, são pessoas que têm preparo para desenvolver sua secretaria e ajudar”, falou.

Sobre o fato do subsídio dele ter saído do pacote, o futuro prefeito explicou que o problema era com o vencimento dos secretários. Ele disse ainda que o salário da vice, Dalma Barcelos (PDT), também precisou ser reajustado, já que seria incoerente ela receber menos que os titulares das pastas municipais.

Ronaldo contou ainda que precisou deixar os subsídios atrativos para que os nomes escolhidos por ele deixassem seus empregos atuais e entrassem para o governo. Ele utilizou como exemplo para reforçar a necessidade do aumento o caso de Ronaldo Lott. O novo titular da secretaria de Obras, em seu trabalho como engenheiro em Mariana, ganhava R$ 11 mil.

O prefeito eleito revelou o caso de alguns motoristas da Prefeitura que ganham mais que secretários atualmente, devido ao número de horas extras e o acúmulo de outros benefícios.

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