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Golpes da vacina contra Coronavírus que querem roubar seu dinheiro

golpes

Depois de muitos pontos baixos, 2020 terminou com um raio de esperança, trazendo enfim a aprovação de duas vacinas contra o novo coronavírus. Infelizmente, as boas novas foram acompanhadas de um mar de desinformação e oportunismo, com mitos, dúvidas e, claro, golpes se espalhando como fogo em palha.

É certo que, de um modo geral, os esquemas envolvendo a pandemia não são grande novidade. Segundo a polícia federal dos Estados Unidos, centenas de golpes ligados ao coronavírus foram identificados em 2020, a maioria tratando de falsas curas e campanhas de caridade. O diferencial de 2021, contudo, é a relação direta com a temática da vacina.

Ao final de dezembro de 2020, o FBI já havia divulgado uma carta de advertência aos cidadãos norte-americanos alertando quanto ao perigo de possíveis fraudes envolvendo o imunizante. As mais comuns, até o momento, são as quatro estratégias apresentadas abaixo.

1) Venda de “prioridade” no acesso à vacina

A ordem de recebimento das vacinas já foi, desde o início, traçada pelo governo federal com o objetivo de priorizar profissionais da saúde e cidadãos em grupo de risco, em especial aqueles de idade avançada, e não existem meios para se “furar” essa fila.

Quaisquer ofertas de venda de prioridade na vacinação são atos fraudulentos que põem as vítimas em diversos níveis de risco. Por isso, os órgãos oficiais recomendam que os cidadãos ignorem mensagens do tipo e não cliquem em nenhuma espécie de link ou arquivo que traga esse tipo de promessa.

2) Agendamento da vacinação por meio de plataformas virtuais, como o WhatsApp

Embora os governos estaduais disponibilizem uma plataforma para o cadastro de cidadãos interessados na vacina, o agendamento da aplicação do imunizante nunca se dará por meio de um aplicativo informal como o WhatsApp.

Os criminosos têm lançado esses formulários de agendamento com o único intuito de coletar dados de suas vítimas e, futuramente, usá-los em outros golpes para extorqui-las. Assim, diante de qualquer dúvida quanto à data e horário da sua vacinação, o recomendável é sempre consultar um canal oficial do governo.

3) Compra da vacina de maneira privada

Até o momento, a vacinação contra a COVID-19 tem sido totalmente gratuita no Brasil, e não existem meios de adquiri-la privativamente. Então, qualquer mensagem ou e-mail que alegue o contrário e ofereça a vacina por uma troca pecuniária se trata de um golpe.

Para se proteger desse tipo de fraude, o cidadão deve ter em mente que a vacinação tem uma ordem de prioridade definida e será distribuída gratuitamente a todos. Qualquer desvio dessa regra é resultado da prática de criminosos tentando se aproveitar de sua fragilidade.

4) Anúncios online de vacinas provenientes de fontes não oficiais

À semelhança do golpe anterior, este se baseia na ideia de que as pessoas podem adquirir por conta uma dose da vacina. Acontece que, em todo o globo, a negociação da compra de vacinas se dá unicamente por meio dos governantes. Nenhuma pessoa privada tem a prerrogativa de comprar ou vender vacinas.

Assim, anúncios com esse tipo de conteúdo, tanto de sites nacionais quanto internacionais, são potencialmente maliciosos e podem oferecer altos riscos à população.

Vale notar, também, que muitos desses golpes usam de dados roubados para se camuflar de certa legitimidade. Eis a importância de os cidadãos manterem sempre suas conexões à internet protegidas, preferencialmente com uma VPN.

Mas o que é VPN? Em linhas gerais, as VPNs são ferramentas digitais que podem ser usadas para proteger sua conexão à internet por meio da criptografia. Com elas, todos os dados da sua navegação se tornam ilegíveis a terceiros, de modo que suas atividades online ficam protegidas de olhares curiosos.

O resultado disso é que, mesmo diante de redes inseguras como as disponibilizadas gratuitamente em hotéis e restaurantes, seus dispositivos conseguem acessar a internet sem deixar nenhuma lacuna para que hackers se infiltrem e roubem seus dados pessoais, como senhas e informações bancárias.

Em resumo, com a proteção de uma VPN mais os cuidados já mencionados quanto aos possíveis golpes envolvendo a vacina da COVID-19, os usuários da internet podem se precaver e evitar com sucesso todos os maiores riscos que a rede tem oferecido nos últimos tempos.

O conteúdo expresso é de Harold, consultor de segurança cibernética e blogueiro freelance. Atualmente trabalhando em uma campanha de segurança cibernética para aumentar a conscientização sobre as ameaças que as empresas ou pessoas podem enfrentar online, em situações inesperadas.

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