O Governo de Minas anunciou, nesta segunda-feira (20), em evento no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, um investimento de R$ 50 milhões para as 141 Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, e pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
Segundo Aro, os recursos vão permitir levar uma sala multissensorial para cada Associação de todo o estado.
“Isso virou um mantra de quem trabalha nas Apaes, porque eles sabem o que essa sala representa. Essa sala traz para uma criança que tem uma doença rara, ou para uma criança com deficiência, o desenvolvimento cognitivo. A sala atrai a atenção da criança. Ela consegue prestar atenção em filmes, em vídeos que são importantes para o desenvolvimento dela. Por exemplo, minha família nunca conseguiu ver um filme em casa. Maria não fica 20 segundos olhando apra a televisão, quando a gente levou ela para a sala multissensorial, ela ficou 30 minutos assistindo o Rei Leão”.
Aro também ressaltou que o governo já levou 27 salas multissensoriais a cidades do interior e agora amplia o programa.
O evento teve a participação da presidente da Federação das Apaes de Minas Gerais, Gláucia Boaretto, que corroborou a afirmação de Aro sobre a melhoria cognitiva dos alunos da instituição a partir da instalação dessas salas.
“Não só em termos de alta tecnologia, ela impulsiona a área de saúde e assistência social. É uma sala que agrega funções neurológicas, sensoriais e cognitivas de qualquer ser humano que vai utilizar, de qualquer criança. A sala é um estímulo sem igual, que consegue estabilizar uma criança”.
Na oportunidade, Aro também anunciou a criação de um Estatuto da Pessoa com Doença Rara em Minas Gerais, que passa vigorar a partir dessa data.
“O estatuto é um norte, uma bússola, é o que mostra a direção para onde nós devemos ir. Em primeiro lugar, ele vai definir o que é uma doença rara. É uma doença que acomete até 65 pessoas no universo de 100 mil habitantes, preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele traz uma série de direitos e diretrizes no tratamento do poder público com as pessoas com doenças raras”.
O estatuto vai funcionar com diretrizes específicas para portadores de doenças raras, uma vez que já existe uma normativa para pessoas com deficiência (PCDs), e que vai definir direitos como tratamento prioritário em diagnósticos e exames laboratoriais, educação e atendimento psicossocial.
*Fonte: Itatiaia Cidades

