O Governo de Minas Gerais pagou em parcela única, na quarta-feira (14), o 13º salário dos servidores estaduais. Pelo segundo ano consecutivo o abono natalino é depositado em dia, após seis anos de pagamento realizado de maneira parcelada ou com atraso.
A folha do 13º salário soma um valor total de R$ 3,4 bilhões, sem encargos patronais, e abrange cerca de 693 mil pagamentos, incluindo os servidores ativos, aposentados e pensionistas.
Histórico
Quando assumiu o Estado, em 2019, o governador Romeu Zema herdou o pagamento do 13º do funcionalismo público referente a 2018, deixado pela gestão anterior.
O abono foi quitado, em parcelas, até outubro, enquanto o benefício relativo a 2019 terminou de ser pago em maio de 2020.
Já o 13º salário de 2020 foi quitado da seguinte forma: para garantir a isonomia, todos os servidores receberam uma parcela de até R$ 2 mil em 23/12, antes do Natal. Ao todo, 39% do pagamento foi efetuado nesse período. O restante foi pago em parcelas mensais de R$ 2 mil, até que o montante fosse completamente quitado, em abril de 2021.
No ano passado, o Governo de Minas conseguiu regularizar o pagamento, depositando integralmente o benefício, sem atraso, em 15/12. Até então, a última vez que o 13º havia sido quitado em dia foi em 2016.
Pagamento do 13º dos servidores estaduais injetará R$ 3,4 bilhões na economia mineira
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, festejou o pagamento do abono natalino pelo segundo ano consecutivo em dia, depois de seis anos realizado de maneira parcelada ou com atraso.
“O consumidor passa a ter segurança e tranquilidade para ir às compras com antecedência”, explicou.
Em Belo Horizonte, o valor estimado da folha é de R$ 549,6 milhões, representando cerca de 96,4 mil pagamentos (esses dados não incluem o número de militares e pensionistas, que não são registrados separadamente por município).
Souza e Silva recordou que o governador Romeu Zema sempre enfatiza que o melhor programa social de um governo é a geração de emprego, pois dá dignidade ao cidadão. “Quando o Governo de Minas cumpre a sua palavra, todo o setor produtivo é beneficiado. Isso gera um ambiente favorável para os negócios e aumenta a empregabilidade”, afirmou.
Natal
Levantamento realizado pela entidade confirma que os belo-horizontinos estão dispostos a presentear neste Natal. De acordo com pesquisa da (CDL/BH), 91,7% dos consumidores da capital mineira planejam comprar algum produto para a data. Para isso, a intenção é desembolsar, em média, R$ 123, por presente.
O valor representa um crescimento de 11,7% em comparação ao tíquete médio do último ano, quando o investimento foi de R$ 110,10 por item. A intenção dos consumidores é adquirir, em média, quatro presentes, totalizando um investimento de R$ 492. Com essa projeção, a expectativa é a de que as vendas em torno da data injetem na economia da cidade R$ 2,45 bilhões, crescimento de 1,24% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Na lista de presentes, os produtos que ocupam as cinco primeiras posições são: roupas (54,5%), brinquedos (42,3%), acessórios (28,6%), calçados (22,8%) e cosméticos (19,6%). Em relação às formas de pagamento que pretendem adotar, 65% dos consumidores entrevistados disseram que devem optar pela modalidade à vista, demonstrando cautela em relação ao endividamento.

