Aproximadamente 30 servidores da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) foram à Câmara de Vereadores em protesto por reajuste salarial nesta terça-feira, 16 de maio. Uma parcela dos trabalhadores da autarquia está em greve desde a última semana, afetando serviços como coleta de lixo e varrição de vias.
Os grevistas foram acompanhados pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi). A entidade estima que 30% do quadro de profissionais da Itaurb mantenha os braços cruzados nesta semana. A paralisação concentra esforços na garagem da empresa, impedindo que veículos saiam para a prestação de serviços.
Na sexta-feira da semana passada, 12 de maio, o sindicato se reuniu com o secretário de Governo, Ilton Magalhaes, na expectativa de que o governo apresentasse nova proposta às reivindicações trabalhistas. O representante do Executivo, no entanto, manteve a oferta de manutenção dos salários e reajuste de 14% no cartão-alimentação. A alegação é de dificuldades financeiras.
Os servidores reivindicam reajuste de 24,44% nos salários. O percentual considera a soma da inflação acumulada nos anos de 2015 e 2016, além de um percentual desprezado pela gestão anterior. Os servidores pedem também salário mínimo de R$ 1.161,00 e cartão alimentação no valor mensal de R$ 409,68, entre outras melhorias trabalhistas.
Em contato com DeFato Online na tarde desta terça-feira, Ilton Magalhães afirmou que terá nova reunião com os líderes sindicais ainda hoje. Ele afirmou que voltará a mostrar aos trabalhadores a incapacidade financeira do município. “Não é que o prefeito não tenha vontade (de conceder o aumento), mas a questão financeira atrapalha. É o que queremos mostrar para eles. A nossa situação impede qualquer melhoria na proposta. Eles querem a melhoria no cartão e o que nós já propomos foi uma melhoria de 14%. Vou chamá-los aqui e vamos conversar sobre isso”, comentou.
Sobre a greve, Ilton afirmou que o setor jurídico da Prefeitura toma providências para que o mínimo legal de atividades seja respeitado pelo Sindicato. “Mesmo na greve precisam ser cumpridas algumas exigências. Então, estamos tomando as providências jurídicas. Acredito que ainda no fim da tarde de hoje ou amanhã cedo já tenhamos a resolução dessa questão jurídica”, disse o secretário de Governo.

