O nome pode parecer estranho a muitas pessoas, mas Guilherme de Pádua protagonizou uma das histórias de crime mais conhecida do Brasil. Ele e a ex-esposa Paula Thomaz foram condenados pelo assassinato, a tesouradas, da atriz Daniella Perez, filha de autora de novela Glória Perez.
Mineiro, Guilherme de Pádua, atualmente, é pastor numa igreja evangélica de Belo Horizonte. Desde que cumpriu sua pena e conquistou a liberdade, ele vinha usando as redes sociais para expor sua nova vida. Porém, desde que foi anunciada a produção de um documentário sobre a vida de Daniella Perez, brutalmente assassinada aos 22 anos, ele excluiu o perfil que tinha no Instagram com 40 mil seguidores e criou outro, agora privado.
Ele também deixou de atualizar seu canal no YouTube. Criado há dois anos, o perfil usado para divulgar vídeos sobre sua conversão. Num deles, ainda disponível, a atual esposa e Guilherme, a maquiadora Juliana Lacerda, dá um depoimento sobre seu casamento e rebate críticas.
“Pensei em dissuadi-la a não mexer com isto, mas já apanhei da imprensa e não quero apanhar da patroa também”, escreveu ele na descrição do vídeo. Guilherme e Juliana estão casado desde 2017 e, no antigo perfil do ex-ator, aparecem como garotos-propaganda de uma clínica de estética onde fizeram tratamento de graça em troca de divulgação.
Sobre o documentário
Com direção de Tatiana Issa e Guto Barra, o documentário vai trazer à tona detalhes sobre o assassinato de Daniella Perez. Para isso, a produção conta com o apoio e os depoimentos da autora Glória Perez, mãe da atriz, e de Raul Gazolla, seu ex-marido, entre outros.
“Essa série trata de tópicos importantes como feminicídio, a culpabilização da vítima, do circo midiático, dos detalhes do crime… mas, sobretudo, conta a história da luta de uma mãe que, mesmo depois de 30 anos, continua lutando como uma leoa”, disse a diretora ao anunciar o projeto.
Estrela de novelas, Daniella foi assassinada em dezembro de 1992 pelo então companheiro de cena, Guilherme de Pádua, que fazia par romântico com ela na novela “De corpo e alma”. O folhetim era assinado por Glória Perez e estava no ar, na época. Guilherme contou com a ajuda da então mulher dele, Paula Thomaz, num crime que chocou o país.
Cinco anos depois do assassinato, ambos foram condenados a 19 anos e seis meses de cadeia. Mais tarde, a pena foi reduzida a seis anos. Os dois já estão em liberdade.

