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Guitarrista da banda Manitu tem prisão preventiva decretada após ejacular em passageira em ônibus

Foto: Redes Sociais/Reprodução

A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de um homem acusado de importunar sexualmente uma passageira durante uma viagem de ônibus entre o Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). A decisão foi proferida na quarta-feira (4) pela juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia da Comarca da capital mineira. O investigado é Daniel José Soares, de 48 anos, guitarrista da banda Manitu. 

O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (3). Segundo a comunicação de prisão em flagrante, o suspeito e a vítima não se conheciam e estavam sentados lado a lado no ônibus. A mulher viajava sozinha, enquanto o homem estava acompanhado da esposa, que ocupava outra poltrona no veículo.

De acordo com o relato da vítima, em determinado momento da viagem ela percebeu que o homem, coberto por uma manta, fazia movimentos incompatíveis com a simples movimentação do ônibus. Mesmo sem compreender exatamente o que ocorria, a passageira decidiu permanecer acordada e se posicionar o mais próximo possível da janela.

Durante a única parada do trajeto, a mulher optou por não desembarcar para evitar passar pelo suspeito, que permaneceu dentro do veículo. Após a retomada da viagem, ela acabou adormecendo involuntariamente por causa do cansaço e acordou ao perceber que sua calça estava molhada.

A vítima enviou mensagens ao namorado relatando a situação e foi orientada a fotografar a roupa como forma de registrar o ocorrido. Conforme informações divulgadas pela imprensa, a mulher havia viajado ao Rio de Janeiro para realizar uma prova de concurso e retornava para Belo Horizonte quando o crime aconteceu.

O ônibus chegou ao Terminal Rodoviário de Belo Horizonte por volta das 4h28. No local, o namorado da vítima e policiais aguardavam na plataforma de desembarque. O suspeito foi abordado e preso em flagrante. Durante a verificação no interior do ônibus, os policiais constataram a presença de uma substância semelhante a sêmen no chão do veículo e escorrendo pela poltrona.

A perícia foi acionada e realizou exames no local. A roupa da vítima foi analisada com o auxílio de uma luz específica, que indicou a possibilidade de a substância encontrada ser sêmen.

Após audiência de custódia, a juíza responsável pelo caso decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. Na decisão, ela destacou a existência de indícios de autoria, a materialidade do crime e a gravidade concreta dos fatos. Segundo a magistrada, a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a instrução criminal.

A defesa do suspeito afirmou que ele forneceu material genético para comparação durante a perícia e sustenta a inocência do investigado, alegando que os resultados dos exames poderão esclarecer os fatos durante o andamento do processo. 

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