Após cancelar o show que faria na cidade de Surubim, no sábado (27), na região metropolitana de Fortaleza, devido a uma intoxicação-alimentar, o cantor Gusttavo Lima, enfrentou a revolta do prefeito local, Cléber Chaparral, que o chamou de “ladrão” e exigiu a devolução do cachê de R$ 1,3 milhão à prefeitura local, “imediatamente”, além de afirmar que a equipe e os instrumentos da banda “só sairiam dali após a devolução do valor pago pela apresentação”.
Gusttavo Lima comentou sobre as ofensas do prefeito de Surubim e também da cantora Rafa Alyce BB, que o chamou de “filho da puta” ao assumir o palco na ausência do cantor.
“Eu sou um cara público, mas minha mãe tem que ser respeitada. Ela (a cantora) precisa lembrar que também é mulher e tem uma mãe”.
Sobre as falas do prefeito, o artista afirmou que vai tomar medidas contra ele suas acusações, que ignoram sua trajetória e o trabalho social que desenvolve.
“As palavras ferem, destroem reputações. Todo mundo conhece o meu compromisso. Eu acho que já fiz mais pelo povo do que esse prefeito. Todo mundo conhece minha luta, minha preocupação com as pessoas e meu trabalho beneficente. Meus dois cachês de Barretos vão para o Hospital do Câncer. A gente faz um trabalho muito sério para alguém te ferir desse jeito. Está faltando empatia”.
Gusttavo Lima comentou sobre os sintomas que teve alguns dias antes, durante a sequência de apresentações de São João, em que, mesmo debilitado subiu ao palco na sexta-feira, em Maracanaú, também na região metropolitana de Fortaleza:
“Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. foram 10 shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza, já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose. Independentemente do valor do contrato ou do dinheiro, doença tem que ser tratada com responsabilidade acima de tudo. Chamar alguém de ladrão por adoecer é pesado, é injusto. Ninguém escolhe ficar doente”.
Gusttavo criticou a ideia de que artistas devem se apresentar a qualquer custo, lembrando um episódio em que colocou a própria vida em risco para não cancelar um show.
” Em 2019 cantei com m cateter em cada braço, tomando doses de adrenalina. Tinha 45 mil pessoas esperando. Custei a sair do palco e fiquei uma semana internado com salmonella”.
O cantor também citou um show recente em que chorou ao relembrar da mãe, que morreu em 2015, aos 73 anos. “Escutar isso depois de um momento tão sensível é muito chato. Eu até me emociono”.

