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Henrico Jabour: zagueiro itabirano firma primeiro contrato profissional e projeta desafios no futebol

Foto: Acervo Pessoal

A trajetória de Henrico Jabour Coura, de 18 anos, começou cedo, ainda entre brincadeiras e treinos nas escolinhas de futebol de Itabira. Em 2025, seis anos depois de deixar a cidade para tentar a sorte longe de casa, o jovem zagueiro canhoto celebrou seu primeiro contrato profissional: um vínculo de três anos com o São Caetano, clube tradicional do futebol paulista e que em 2026, na busca por sua reconstrução, disputará a Série A4 do Paulistão.

Em entrevista concedida à DeFato, Henrico afirma que a assinatura do contrato é “apenas mais um degrau” na busca pelo sonho. A frase resume bem o momento de transição que vive: a alegria de se tornar oficialmente um jogador profissional vem acompanhada da consciência de que, a partir de agora, a responsabilidade aumenta.

Vivendo o sonho

Henrico começou no esporte aos 4 anos, passando por diversas escolinhas: Riva Sports, Clube Atlético Itabirano (futsal), além do Valeriodoce e o Santa Maria Esporte Clube. Ainda adolescente, percebeu que precisava “dar um passo à frente” e foi para a cidade de Betim, onde atuou pelo Lokomotiv. Depois disso, a porta para o futebol paulista se abriu.

No interior de São Paulo, vestiu a camisa do Brasilis, em Águas de Lindóia, onde viveu a primeira experiência internacional: disputou a Dallas Cup, nos Estados Unidos. “Primeira vez fora do país e também viajando de avião”, brinca. No torneio, o time avançou até as quartas de final e a vivência contra equipes estrangeiras aumentou a confiança de Henrico. De volta ao Brasilis, disputou o Paulista Sub-20 e chamou atenção da Ponte Preta justamente em um confronto direto. A equipe campineira o convidou, e ele ficou alguns meses no clube antes de seguir para o São Caetano. 

Foto: Acervo Pessoal

No “Azulão”, onde está há um ano, Henrico diz ter encontrado o ambiente ideal para evoluir. “Foi onde eu tive que me reencontrar como jogador. Trabalhei muito lá e consegui chamar atenção”, afirma. O desempenho levou o clube a oferecer seu primeiro contrato profissional. Já integrado ao elenco principal, Henrico chegou a disputar a Copa Paulista e já soma alguns jogos pelo clube. 

No elenco deste ano, dividiu espaço com o experiente Caiuby, meio campista com 15 anos de experiência na Europa, com passagens por clubes da Alemanhã, Grécia e Suíça. Somente no Wolfsburg, tradicional clube alemão, o atleta disputou cinco temporadas. “De primeira eu nem conhecia, mas depois fui pesquisar. Ele é muito humilde, muito de boa. Aprendi muito.”

Pé no chão e muito foco

Com 1,86m, canhoto e versátil, Henrico pode atuar também como lateral ou volante. Destaca a qualidade técnica e a calma como principais virtudes, mas reconhece que precisa seguir evoluindo. O processo de amadurecimento também passou por competições complicadas, como a Copa Paulista, o Paulista Sub-20 e a Segunda Divisão Catarinense – onde esteve emprestado ao Camboriú. “Me deu muita maturidade jogar com caras mais velhos, que já conquistaram muita coisa.”

Henrico fez a sua estreia profissional em junho, atuando pelo Camboriú. Foto: Acervo Pessoal

Apesar da rotina intensa longe de casa desde 2019, Henrico mantém os pés no chão e o coração em Itabira. De férias na cidade há duas semanas, aproveitou para matar a saudade da família e dos amigos. O apoio deles, diz, sempre foi fundamental. “Acho que sim, é o grande fator para eu estar conseguindo vencer essa jornada.”

A volta para São Paulo está marcada para o dia 24 de novembro, quando logo após começa a preparação para a Série A4 sob comando de Reginaldo Lima, técnico mantido pelo clube após a Copa Paulista de 2025. Confiante, Henrico diz que já mentaliza um bom desempenho na temporada. Sobre o futuro, mira alto. Quer representar bem o São Caetano e, mais adiante, alcançar voos maiores. Mas o sonho maior vai além de clubes específicos. 

“Acho que o sonho de todo jogador é poder transformar a realidade de quem tá perto e ser uma pessoa que vai ser lembrada por muito tempo no futebol. Quero ser grande”. 

Foto: Acervo Pessoal
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