Preso desde domingo (1º) como suspeito de envolvimento no desaparecimento da motorista de aplicativo Sheilla Angelis, de 36 anos, Rafael Monteiro confessou que matou a motorista de aplicativo que estava desaparecida desde 9 de setembro. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deu detalhes sobre o crime nesta quarta-feira (4), em coletiva de imprensa.
Inicialmente, a PCMG trabalha com a hipótese de latrocínio. Um corpo encontrado na comunidade rural de Trindade, em Marilandia, distrito de Itapecerica, no dia 27 de setembro, ainda não foi identificado, mas a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de ser Sheilla. O suspeito confessou ter deixado a vítima no local que fica a 16 quilômetros de onde ocorreu o crime.
“Ele informa que seria mesmo o corpo dela, portanto, como a polícia trabalha com serviços científicos, a confirmação vai ocorrer após exame de DNA”, afirmou o delegado.
Depois de ocultar o corpo, o casal passou por São João del-Rei, no Vale das Vertentes, onde tentou efetuar uma compra com o cartão de crédito da motorista. Já no Rio de Janeiro, onde chegou por volta das 6h do dia seguinte, o casal tentou usar o cartão novamente.
Em depoimento, Rafael disse que o crime foi encomendado por uma terceira pessoa. Entretanto, não revelou nomes. Disse que ficou com cerca de R$ 3 mil que eram da motorista, além do carro. As investigações continuam para apurar envolvimento de outras pessoas.
Investigação
Sheilla foi morta em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, segundo o delegado Wesley Costa, após reagir a um assalto. Antes, durante o sábado (9/9), o suspeito fez uma corrida por meio do aplicativo com a motorista. Já no fim do dia, ele usou o telefone de um adolescente para entrar em contato com Sheilla para solicitar outra corrida, porém particular, ou seja, fora do aplicativo.
O homem embarcou na Região Central de Divinópolis e seguiu até o Bairro Elizabete Nogueira. Lá, ele a rendeu com uma faca e a fez descer do veículo. Ela, então, reagiu. Na sequência, o suspeito tentou um golpe de asfixia. Como não conseguiu, pegou uma telha e bateu várias vezes na cabeça dela.
Mesmo ferida, ela ainda teria reagido. Com isso, ele a enforcou com uma corda até desmaiar. Ele usou a mesma corda para amarrá-la, a colocou no porta-mala do carro roubado e desferiu quatro golpes de faca.
Envolvimento da namorada
A polícia também investiga o envolvimento de Leticia Oliveira, namorada de Rafael. “Ela informa que ela não teve participação nenhuma no crime, que ela não teve participação nenhuma em mandar, nenhuma participação. Então, somente tomou conhecimento quando o corpo foi ocultado, oportunidade então que ela pediu que ele se entregasse, ainda assim ele se negou a se entregar, então ela disse que o entregaria a polícia, oportunidade então que ele passou a ameaça-la caso assim fizesse”, conta Costa.
De acordo com a PCMG, Letícia não estava com o namorado no momento do assassinato. Após matar Sheilla, ele foi até a região do bairro São João de Deus. Letícia, então, solicitou uma corrida de aplicativo da casa dela até o endereço.
Ela levou três malas e também os dois gatos apreendidos no Rio de Janeiro. Ao motorista do aplicativo, ela revelou que estava de mudança para a cidade carioca. Lá, o casal havia estabelecido residência. Ela trabalhava em um shopping em Botafogo, para o qual já prestava serviço remoto, e ele em uma loja de açaí.
*Com Estado de Minas

