No seminário “Agosto Lilás”, realizado na última sexta-feira (8) pela Câmara Municipal de Itabira e pela Escola do Legislativo, a psicóloga Luciana Braga, integrante da escuta especializada do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), destacou o trabalho da equipe no acolhimento de vítimas de violência sexual e a gravidade dos impactos que esses crimes provocam.
“A gente conta com uma equipe de dez profissionais, sendo quatro psicólogos e seis assistentes sociais. O atendimento da vítima de violência sexual é 24 horas. A gente está lá para atender, faz o acolhimento dessa vítima e os encaminhamentos para a rede posterior. E os desdobramentos, porque os ecos da violência são grandes. A gente sabe que o impacto na vida desse indivíduo é grande”, afirmou Luciana.
Segundo Luciana Braga, o hospital atende, em sua maioria, mulheres, mas casos envolvendo crianças e adolescentes também são registrados com frequência. “Os números de Itabira são números importantes. O atendimento à vítima é estendido à grande maioria das mulheres. A gente tem lá o atendimento, surpreendentemente e tristemente, de crianças e adolescentes, mulheres. A gente sabe que os homens são subnotificados, mas a gente tem um número de mulheres sendo atendidas, adultas. Mas a gente atende todo o público”, completou.
O seminário integrou a programação do “Agosto Lilás”, campanha nacional de conscientização e combate à violência contra a mulher, e reuniu especialistas, representantes de instituições e autoridades para debater ações e políticas públicas de prevenção, proteção e acolhimento.

