O hospital de campanha anunciado pela Prefeitura de João Monlevade para março, será concluído apenas em julho. Segundo o Executivo, a justificativa é de que os insumos necessários ainda não foram entregues pelos fornecedores. Ainda segundo a Prefeitura, os fornecedores alegam que a demanda pelos mesmos itens tem sido grande em todo o país.
A reportagem da DeFato questionou ainda se a Prefeitura tem ciência dos novos leitos de UTI anunciados pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), para Monlevade. O anúncio foi feito nesta terça (16). A assessoria de Comunicação disse que ainda não foi comunicada sobre a questão. A reportagem questionou também a assessoria do Hospital Margarida, que também desconhece o assunto.
Três meses de atraso
A não efetivação do hospital de campanha é preocupante, já que a Prefeitura de Monlevade afirmou que o espaço estaria pronto ainda na primeira quinzena de março. Assim são três meses de atraso. O objetivo era justamente não sobrecarregar o atendimento no Hospital Margarida. Inclusive, a Farmácia Municipal foi retirada do prédio da Nova Policlínica, que sediará o hospital de campanha e o laboratório de diagnóstico do covid-19. A Farmácia atualmente funciona em imóvel alugado pela Prefeitura, no bairro Belmonte. A despesa empenhada com o aluguel, conforme dados do Portal Transparência, é de R$1.500,00 por mês.

