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Idoso morre após ingerir cachaça possivelmente envenenada em Santa Maria de Itabira

Idoso morre após ingerir cachaça possivelmente envenenada em Santa Maria de Itabira

Foto: Design for Freepik

Um idoso de 81 anos morreu na quarta-feira (1º) após ingerir cachaça possivelmente contaminada com veneno, em Santa Maria de Itabira, na região Central de Minas Gerais. A vítima permaneceu internada por 15 dias em estado grave no Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), em Itabira, mas não resistiu às complicações.

Segundo informações apuradas pelo jornal O Tempo, o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) informa que o homem deu entrada na unidade de saúde na madrugada do dia 17 de março, já apresentando sinais de intoxicação severa. O quadro clínico exigiu cuidados intensivos desde os primeiros atendimentos.

Ainda conforme a reportagem de O Tempo, o neto da vítima relatou a uma assistente social do hospital que a bebida alcoólica teria sido oferecida por um amigo do idoso. Esse homem também ingeriu a substância, chegou a passar mal, mas recebeu atendimento médico e foi liberado posteriormente. A suspeita da família é de que a cachaça tenha sido servida em um recipiente com resquícios de veneno.

Conforme informações médicas, o paciente apresentou quadro de intoxicação exógena por carbamato, substância popularmente conhecida como “chumbinho”, frequentemente associada a casos de envenenamento. Com a evolução do quadro, houve piora respiratória e hemodinâmica, o que levou à transferência para a unidade de terapia intensiva (UTI).

Durante o período de internação, o idoso enfrentou uma série de complicações graves. Entre elas, choque séptico com foco pulmonar, pneumotórax espontâneo — que exigiu procedimento de drenagem —, crises convulsivas e agravamento da função renal. Apesar dos esforços da equipe médica, o estado de saúde continuou se deteriorando até a confirmação do óbito.

Após a morte, foi solicitado o registro da ocorrência para liberação do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML), que realizou os procedimentos necessários antes da entrega à família.

O caso deve ser investigado para apurar as circunstâncias da possível contaminação da bebida e esclarecer como ocorreu a ingestão da substância.

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