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Importadores norte-americanos de ferro-gusa suspendem contratos com fornecedores brasileiros

Foto: Divulgação/Governo Brasil

Indústrias norte-americanas suspendem contratos com fornecedores brasileiros de ferro-gusa, matéria-prima para a produção do aço, faltando 4 dias para o tarifaço de 50% do governo Donald Trump sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA, em vigor a partir da próxima sexta-feira (01/08).

A informação da restrição foi confirmada pelo presidente das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito Santo (Sindfer), Fernando Varela.

A incerteza tem gerado temor e apreensão entre os fornecedores de ferro e, apesar do cancelamento dos pedidos não ter sido posto na mesa, os empresários do segmento encaram com muita preocupação a proximidade da tarifa e a falta de resolução sobre o caso.

“Está chegando o dia e até agora não foi vista uma ação concreta de negociação por parte do governo”, diz Varela.

Especialistas apontam que faltam interlocutores brasileiros com a Casa Branca, desde que Trump anunciou o tarifaço de 50%, em 9 de julho, com pouco avanço na manutenção de uma linha direta com Washington.

Entre membros do alto-escalão, houve, até o momento, somente uma conversa entre Alckmin, vice-presidente da República com o secretário do Comércio norte-americano, Howard Lutnick, no último dia 19, sem qualquer sinal de avanço, com Fernando Haddad, ministro da fazenda chegando a admitir dificuldade em dialogar com seu equivalente do norte, o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Produtores dos vários segmentos já se movimentam à procura de alternativas com novos mercados, mas a perspectiva do setor é pessimista, segundo Varela, que acha “difícil encontrar novos mercados a curto prazo” e vaticina um quadro bastante negativo.

“Grande parte das indústrias paralisará as atividades, algumas colocarão o pessoal em férias ou utilizarão medidas temporárias, mas a maioria, por falta de perspectivas, irá demitir”.

O Brasil é o segundo maior fornecedor do produto para os americanos, atrás apenas do Canadá.

Em 2024, o Brasil vendeu 14,9% de todo o grupo que inclui aço como matéria-prima.

*Fonte: A Tarde

 

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