Quando Kaio Jorge recebeu um presente do goleiro Bruno Ferreira e abriu o placar logo aos três minutos do primeiro tempo, os mais de 52 mil cruzeirenses presentes no Mineirão neste domingo (27) se prepararam para mais uma vitória categórica dentro de casa. Talvez até uma goleada. Tanto pela fragilidade do adversário quanto pela forma como o jogo transcorreu nos minutos seguintes. O gol precoce permitiu ao Cruzeiro encontrar muitos espaços na marcação cearense e criar chances para ampliar. Mas o futebol é traiçoeiro.
Tamanha facilidade induziu o Cruzeiro à soberba. Passes fáceis eram desperdiçados seguidamente e a marcação, quase sempre perfeita, se afrouxou. Uma apatia inaceitável para um time tão limitado, cuja campanha brilhante resulta, principalmente, da postura séria e concentrada durante os 90 minutos.
O Ceará, claro, aproveitou o momento e empatou. E a partida, que parecia simples, se tornou dramática, até por expor o principal problema do clube atualmente: o fraco elenco.
Quando o caldo entornou, Leonardo Jardim não pôde contar com um banco que o oferecesse soluções. Jogadores como Marquinhos e Bolasie pouco acrescentam, enquanto Matheus Henrique fez seu primeiro jogo após longo período de ausência. Gabigol foi o único com impacto um pouco maior, mas nada que alterasse o cenário.
E se o empate já era ruim, a virada do Ceará foi desastrosa. Mas da decepção surgem importantes lições. A primeira: o time titular do Cruzeiro já demonstrou ser capaz de bater de frente com qualquer adversário do País, mas o elenco urge por reforços.
E a segunda: tantas dificuldades não permitem ao time uma postura apática em campo, admitida pelo próprio capitão Lucas Silva. É preciso entregar o máximo. SEMPRE! Só assim será possível conquistar o objetivo da temporada, seja ele o título ou a vaga na Libertadores 2026.
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Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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