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Influenciadores com milhões de seguidores são alvos de operação por cassinos ilegais e vínculos com crime organizado

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação nesta quinta-feira (data) para cumprir mandados contra 15 influenciadores digitais acusados de promover ilegalmente o “Jogo do Tigrinho” e outras plataformas de apostas online. Segundo as investigações, os alvos utilizavam redes sociais para divulgar “promessas enganosas de lucros fáceis”, incentivando seguidores a participar de jogos de azar proibidos no Brasil.

Entre os alvos da operação estão a influenciadora Bia Miranda, com 5,2 milhões de seguidores, e o DJ Buarque, que possui 2,8 milhões. De acordo com o delegado Renan Melo, responsável pela ação, Bia não foi encontrada em seu endereço durante as buscas, enquanto o DJ acompanhou parte do procedimento. “Até o momento, todas as abordagens ocorreram sem intercorrências, e todos colaboraram”, afirmou Melo.

A operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão em três estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. De acordo com as informações da Polícia Civil, a ação não inclui mandados de prisão contra os influenciadores investigados.

Os influenciadores alvo da operação exibiam em redes sociais bens de luxo como carros caros e viagens internacionais, enquanto relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) obtido pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) aponta movimentação financeira superior a R$ 4 bilhões – valores considerados incompatíveis com suas fontes de renda declaradas.

De acordo com as investigações, os influenciadores recebiam comissão proporcional ao valor perdido por seus seguidores nas plataformas de apostas, conforme estabelecido em contratos com as casas de aposta. “Nessa cláusula, que ficou conhecida como ‘cláusula da desgraça’, eles ganham um percentual a partir da perda dos apostadores que se cadastram nas plataformas com o link divulgado por eles”, afirmou o delegado.

Os alvos da operação são investigados não apenas por propaganda de jogos, mas por possível envolvimento em associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a PCERJ, eles fariam parte de uma rede com diversos atores, sendo que alguns não-influenciadores teriam ligações com facções criminosas.

* Com Portal UOL.

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