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Inquérito aponta ligação entre feminicídio em Vespasiano e morte de criança em Belo Horizonte

Inquérito aponta ligação entre feminicídio em Vespasiano e morte de criança em Belo Horizonte

Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou um feminicídio ocorrido em Vespasiano e a morte de uma criança em Belo Horizonte, casos distintos que passaram a ser tratados de forma conjunta ao longo da investigação. A apuração começou em 25 de setembro de 2024, quando o corpo de uma mulher, identificada posteriormente como Edilamar, foi localizado sem documentos na Região Metropolitana.

A identificação da vítima ocorreu oito dias depois, por meio do Instituto de Identificação. A partir disso, equipes da Polícia Civil de Minas Gerais, em conjunto com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas, foram até o endereço dela, no bairro Jardim Guaravira, em Belo Horizonte. No apartamento, os investigadores encontraram um quarto trancado por fora. Dentro do cômodo estava o corpo do filho da mulher, um adolescente de 13 anos com autismo severo, não verbal.

Segundo a polícia, o menino morreu por inanição, após permanecer cerca de oito dias sem alimentação e sem condições de pedir ajuda. A criança dependia integralmente da mãe para atividades básicas. O pai, que mantinha contato frequente, chegou a ir ao prédio após perceber a ausência do filho na escola, mas não imaginou a situação ao ver luz acesa no apartamento.

As investigações indicam que, na madrugada de 25 de setembro, por volta das 2h15, Edilamar deixou o apartamento, trancou o filho no quarto e saiu acreditando que retornaria. Imagens mostram que ela utilizou transporte por aplicativo até as proximidades do Hospital Risoleta Neves. A partir dali, segundo a apuração, ela encontrou um homem com quem mantinha um relacionamento e seguiu de motocicleta até uma área isolada, no bairro Nova York, em Vespasiano, onde foi morta.

O laudo do Instituto Médico-Legal apontou asfixia como causa da morte da mulher, além de perfurações compatíveis com uso de faca ou objeto semelhante. O suspeito, preso preventivamente, era motorista de aplicativo e teria conhecido a vítima durante uma corrida. De acordo com a investigação, eles mantiveram um relacionamento por cerca de dois anos. O homem era casado à época e, conforme apurado, não aceitava assumir a relação. Testemunhas relataram que a vítima demonstrava medo dele nos meses anteriores ao crime.

A Polícia Civil reuniu provas testemunhais, periciais e materiais, incluindo reconhecimento do suspeito, identificação da motocicleta usada no dia do crime e quebras de sigilos autorizadas pela Justiça. O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Judiciário, com o investigado preso e à disposição da Justiça.

Os dois casos seguem agora sob análise judicial, enquanto a polícia considera o conjunto das mortes como resultado de uma mesma sequência de fatos iniciada na madrugada do desaparecimento da vítima.

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