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Investigada por matar casal de idosos em BH afirmou que não queria apenas roubar, mas “matar também”, diz delegado

Investigada por matar casal de idosos em BH afirmou que não queria apenas roubar, mas "matar também", diz delegado

Foto: Reprodução/Vídeo

A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa na noite desta quarta-feira (1º) em Itabira após confessar o assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, afirmou à Polícia Civil que não estava satisfeita apenas em roubar as vítimas. A declaração foi revelada pelo delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), responsável pelas investigações do caso.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o delegado relatou que a suspeita demonstrou arrependimento durante o depoimento, mas também apresentou uma justificativa perturbadora para o crime, que aconteceu na última segunda-feira (29), no apartamento do casal, no bairro São Pedro, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

“Em todos os momentos, ela disse que teve um surto psicótico e que nunca fez isso com ninguém. Ela se demonstra, pelo menos aparentemente, muito arrependida e está muito chorosa. Fala que destruiu a sua vida, destruiu a vida das pessoas e não sabe informar por qual motivo fez isso. Ela somente diz que surtou. Ela usa essa palavra e diz que algumas vozes estavam determinando que ela matasse aquelas duas pessoas”.

Segundo Barletta, ao ser questionada sobre o motivo de não ter se limitado ao roubo dos pertences do casal, Paola apresentou uma resposta que chamou a atenção dos investigadores.

“Mas perguntei por que você não se satisfez somente com a subtração? Ela respondeu que não estava satisfeita. ‘Eu queria matar eles também'”.

Violência maior do que a inicialmente estimada

As investigações apontam que a violência empregada no crime foi ainda maior do que se imaginava inicialmente. Conforme explicou o delegado, os primeiros levantamentos indicavam que as vítimas haviam sofrido cerca de 24 golpes de faca.

No entanto, os exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML) revelaram que Cláudio Atala foi atingido por mais de 40 facadas, enquanto Maria Clotilde sofreu pelo menos 15 perfurações.

Diante da brutalidade do ataque, Gustavo Barletta classificou o caso como um episódio de “violência extrema e absurda”.

Prisão em Itabira após tentativa de despistar a polícia

Paola foi localizada pela Polícia Civil em um hotel de Itabira, onde estava hospedada acompanhada do filho, de 6 anos. Segundo a investigação, a suspeita tentou dificultar sua localização alterando sua identificação e trocando aparelhos celulares durante a fuga.

Apesar das tentativas de despiste, o trabalho de monitoramento realizado pelos investigadores permitiu rastrear seus deslocamentos até a cidade do Médio Piracicaba. Duas equipes policiais foram mobilizadas para efetuar a prisão.

De acordo com o delegado, a mulher não ofereceu resistência e afirmou aos policiais que pretendia se entregar naquele mesmo dia, alegando estar arrependida.

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Polícia investiga possível participação de outra pessoa

Embora a suspeita tenha afirmado que agiu sozinha, a Polícia Civil ainda não descarta a participação de terceiros. Um dos focos da investigação é identificar o homem que a auxiliou após o crime.

Os investigadores trabalham com duas hipóteses: a de que ele seja um motorista de aplicativo que realizou uma corrida sem conhecimento dos fatos ou que tenha atuado conscientemente para auxiliar a fuga da suspeita.

Dívidas com apostas online

Durante o interrogatório, Paola também relatou problemas financeiros relacionados ao chamado “Jogo do Tigrinho”. Segundo a suspeita, ela desenvolveu dependência em apostas online e chegou a contrair uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil com agiotas em Ribeirão das Neves.

Ela afirmou, entretanto, que essa dívida específica já havia sido quitada com recursos provenientes de seu trabalho.

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Objetos roubados ainda são procurados

A Polícia Civil informou que conseguiu recuperar parte dos bens subtraídos do apartamento das vítimas. No entanto, as buscas continuam para localizar joias e relógios de alto valor pertencentes ao advogado assassinado.

Segundo as investigações, Cláudio Atala possuía uma coleção de relógios de luxo, e a recuperação desses itens é considerada importante para reduzir os prejuízos sofridos pela família.

Paola Stefany Neto Cirino permanece presa e à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

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