A área da saúde é uma engrenagem em constante movimento, exposta a diversas variáveis que tornam cada vez mais complexa a gestão. Crescimento e envelhecimento da população, aspectos sociais, necessidade constante de atualização e demanda por novos serviços são apenas alguns desses aspectos. E, conforme aumentam as exigências, cresce na mesma proporção a necessidade de investimentos, o que tem acontecido em Itabira e cidades da região, seja das administrações públicas ou do setor privado.
Itabira vive uma nova realidade desde 2016, quando o sistema de saúde foi alterado profundamente com a decisão de tornar o Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC) exclusivamente destinado ao SUS. Coube ao Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) assumir toda a demanda da saúde suplementar, além de manter o percentual obrigatório do atendimento público, exigência para instituições filantrópicas.
Expansão
Apesar dos contratempos da mudança, o HNSD vive momento de expansão e mira a alta complexidade para se posicionar de vez como referência regional. Para o fim do ano que vem, o hospital projeta a inauguração do serviço de Radioterapia, fruto de um investimento de R$ 10 milhões do Governo Federal. Com a novidade, o município reforça seu papel de polo para uma população de 500 mil pessoas.
Na outra ponta, o Carlos Chagas aumenta gradativamente sua capacidade de atendimento. A maternidade, por exemplo, é referência para 12 municípios, com funcionamento 24 horas por dia. Em três anos de novo sistema, já foram realizados mais de 3.700 partos na unidade. No ano passado, Itabira alcançou a menor taxa de mortalidade infantil da história do município: 6,2 óbitos para cada mil nascidos vivos. O índice é equiparado aos alcançados por países desenvolvidos e foi premiado na 16ª edição da “Mostra Brasil aqui tem SUS”.
Setor privado tem grandes projetos
A área privada também se movimenta. A Unimed prepara para inaugurar a primeira etapa de seu hospital próprio em meados de 2020. Também vale citar os edifícios que reúnem clínicas e consultórios no mesmo espaço, casos do Monjolos Office e do Quality Life Center, e os constantes investimentos em modernização dos profissionais das diversas áreas.
Conceição constrói novo hospital e São Gonçalo do Rio Abaixo, uma UBS
Nas cidades vizinhas o destaque é para a construção de um hospital regional em Conceição do Mato Dentro. Os investimentos somam R$ 10 milhões. As obras se iniciaram em julho e a previsão é de que tudo esteja pronto em 18 meses. Serão 57 leitos, além de centro cirúrgico, serviço de atendimento ambulatorial, apoio diagnóstico, farmácia, maternidade e outros setores.
Em São Gonçalo do Rio Abaixo, a Prefeitura constrói um nova Unidade Básica de Saúde (UBS) na localidade de Pacas e restaurou outras dez em comunidades rurais. O município também ampliou o número de especialidades ofertadas à população e a distribuição de medicamentos gratuitos. As exigências aumentam e demandam novas mentalidades de administradores públicos, profissionais e empresários. A engrenagem tem que continuar a girar.
Reportagem publicada na edição nº 63, de setembro, do Jornal DeFato Cidades Mineradoras

