A guerra entre o Hamas e Israel segue deixando um rastro de destruição. Ataques aéreos israelenses mataram 42 palestinos, incluindo 10 crianças, na Faixa de Gaza na manhã deste domingo (16). O Hamas, o grupo islâmico que controla o território palestino, revidou com foguetes.
Ainda nos ataques desse domingo, os militares israelenses disseram que atingiram a casa de Yehya Al-Sinwar, no sul da cidade de Gaza. Sinwar, que foi libertado de uma prisão israelense em 2011, dirige as alas políticas e militares do Hamas em Gaza.
Os locais atingidos foram casas no centro da Cidade de Gaza. Agora, o número de mortos subiu para 188, incluindo 55 crianças, desde o início dos confrontos, na última segunda-feira (10). Em Israel, 10 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas em ataques com foguetes do Hamas e outros grupos armados de Gaza, como a Jihad Islâmica.
Em nota oficial, militares israelenses disseram que as mortes de civis neste domingo não foram intencionais. Eles esclareceram que o alvo era um trecho do sistema de túneis do Hamas, que colapsou causando também a destruição de casas e prédios.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver soldados israelenses desistindo de um ataque por conta da suspeita de ter crianças no local.
Depois da destruição causada hoje (16), o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o conflito. Em um pronunciamento na TV, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que, apesar de tentativas diplomáticas externas, o fim do confronto entre israelenses e palestinos não é iminente.
Os EUA, aliados de Israel, vinham bloqueando reuniões do Conselho sobre a questão. Os norte-americanos vetaram a aprovação de uma resolução faria Israel suspender a colonização dos territórios palestinos ocupados. Esse teria sido o estopim dos confrontos atuais.
Tanto Israel quanto o Hamas afirmaram que continuariam os ataques depois que Israel destruiu um prédio de 12 andares na Cidade de Gaza, no sábado (15). O edifício abrigava os escritórios locais da agência americana Associated Press (AP) e da emissora Al-Jazeera, do Qatar.
Os militares israelenses disseram que o edifício al-Jalaa era um alvo militar legítimo, contendo escritórios militares do Hamas, e que havia alertado os civis com antecedência para saírem do local. A AP condenou o ataque e pediu a Israel que apresentasse evidências. “Não tivemos nenhuma indicação de que o Hamas estivesse no prédio ou ativo nele”, disse a agência em um comunicado.
Em resposta à destruição do prédio e a um ataque que matou dez membros da mesma família – sendo oito crianças –, o Hamas disparou 120 foguetes contra Israel durante a noite. Muitos deles foram interceptados pelo sistema antimísseis Domo de Ferro e cerca de uma dúzia caíram ainda dentro de Gaza.
Os israelenses correram para abrigos antiaéreos enquanto sirenes alertavam para a queda de foguetes em Tel Aviv e na cidade de Beersheba, no Sul do país. Cerca de 10 pessoas ficaram feridas enquanto corriam para abrigos, disseram os médicos.
