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Itabira defende na COP30 justiça climática e enfrentamento ao racismo ambiental

Itabira defende na COP30 justiça climática e enfrentamento ao racismo ambiental

Foto: Divulgação

Itabira marcou presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém, no Pará, com uma pauta considerada estratégica: levar ao debate internacional a defesa da justiça climática, do combate ao racismo ambiental e da construção de políticas públicas que promovam um desenvolvimento social e ambientalmente sustentável. A participação reforça o compromisso da gestão municipal em agir diante dos efeitos das mudanças climáticas e das desigualdades historicamente agravadas pela mineração.

Nesta segunda-feira (17), o prefeito de Itabira e presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil), Marco Antônio Lage (PSB), foi convidado pelo Ministério da Igualdade Racial para integrar a mesa “Adaptação Climática Antirracista e Justiça Climática nas Cidades”, mediada pelo também itabirano Clédisson Geraldo dos Santos Júnior, secretário de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial. O encontro reuniu representantes da gestão pública, da pesquisa e do ativismo, discutindo estratégias voltadas à redução das desigualdades e à proteção das populações mais vulneráveis.

Durante sua fala, Marco Antônio Lage apresentou Itabira como um reflexo do desafio brasileiro em territórios minerados. Ele destacou que o modelo extrativo moldou tanto o ambiente quanto a desigualdade urbana, exigindo políticas que ultrapassem a lógica tradicional de desenvolvimento. “Nós já estamos falando de como o ser humano vai se adaptar a um novo ambiente, um novo planeta, já devorado pelo sistema. A grande discussão é: será possível colocar freio e mudar o comportamento mundial para que o capitalismo reveja o futuro da produção, sendo capaz de cuidar mais da nossa terra-mãe?”, afirmou.

Também participaram da mesa Junior Aleixo, da ActionAid Brasil; Karina Penha, da Amazônia de Pé; e de Thaynah Gomes, da Geledés – Instituto da Mulher Negra; em um debate que conectou raça, clima e desigualdade. Para o prefeito, o momento é decisivo para colocar Itabira na agenda internacional de transição justa. “Estamos aqui para mostrar que Itabira está empenhada em construir um novo ciclo de oportunidades, com diversificação econômica e práticas sustentáveis que reduzam desigualdades e promovam qualidade de vida para toda a população”, destacou.

Foto: Divulgação

Ao abordar os desafios locais na COP30, Marco Antônio Lage reforçou a centralidade da mineração na economia do município e ressaltou a importância da proteção dos territórios quilombolas. Segundo ele, garantir a titulação dessas áreas significa valorizar a memória, a história e a dignidade dos povos que contribuíram para a formação sociocultural de Itabira. A defesa desses territórios integra políticas de reparação histórica e de preservação ambiental.

Além da participação na mesa, o prefeito tem realizado encontros com instituições nacionais e internacionais ao longo da COP30, buscando parcerias para projetos estruturantes voltados à inovação, sustentabilidade, inclusão social e preservação ambiental.

Foto: Divulgação
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