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“Itabira não está devendo”, afirma secretária de Planejamento reforçando equilíbrio fiscal após queda na arrecadação

“Itabira não está devendo”, afirma secretária de Planejamento reforçando equilíbrio fiscal após queda na arrecadação

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

Durante a prestação de contas realizada nesta segunda-feira (13), a secretária municipal de Planejamento e Orçamento, Rosemary Pires Guerra, afirmou que as finanças de Itabira seguem sob controle, mesmo diante de um cenário de arrecadação abaixo do previsto. 

“Itabira não está devendo”, declarou, ao destacar que o município conseguiu manter as contas equilibradas ao longo do último ano.

Segundo a secretária, 2025 foi marcado por medidas de austeridade, sem que houvesse desequilíbrio fiscal. “Nós não passamos o ano no vermelho. Tivemos um ano muito austero, mas conseguimos manter as contas equilibradas”, afirmou. Ela explicou que o acompanhamento das finanças é contínuo, com metas fiscais estabelecidas e revisadas a cada dois meses, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Ainda de acordo com a gestora, o controle das contas é feito de forma rigorosa, com monitoramento frequente da arrecadação e definição criteriosa da destinação dos recursos. Quando há frustração de receitas, medidas como a limitação de empenhos são adotadas para manter o equilíbrio fiscal.

Dados

Os dados apresentados mostram que o município previa arrecadar cerca de R$ 1,35 bilhão no período, mas a receita efetiva ficou em R$ 1,28 bilhão — uma queda de aproximadamente R$ 70,8 milhões. Diante desse cenário, a estratégia adotada foi ajustar os gastos à realidade financeira, mantendo o princípio de utilizar apenas os recursos disponíveis em caixa.

No detalhamento das despesas, o total empenhado chegou a R$ 1,28 bilhão, distribuído entre os principais órgãos municipais. A Prefeitura concentrou a maior parte dos recursos, com R$ 1,09 bilhão, seguida pelo ItabiraPrev (R$ 94,5 milhões), SAAE (R$ 52,4 milhões), Câmara Municipal (R$ 35,1 milhões) e Fundação Cultural (R$ 9,9 milhões).

Outro ponto destacado foi a margem para abertura de créditos adicionais. Embora o limite considerado seguro fosse de até 25% do orçamento o equivalente a R$ 327,9 milhões, a utilização ficou em 13,53%, somando R$ 177,4 milhões, o que indica, segundo a secretária, uma condução responsável da gestão orçamentária.

As declarações reforçam o cenário já apresentado na semana passada pelo secretário municipal de Fazenda, Gérson Rodrigues, que havia indicado a adoção de medidas de contingenciamento diante da queda nas receitas, especialmente ligadas à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na ocasião, o secretário também destacou que o município segue em monitoramento constante das contas e mantém uma postura de cautela para garantir o equilíbrio fiscal.

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