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Itabirana doa máscaras PFF2 a grupos mais vulneráveis ao coronavírus

PFF2

Além da campanha, Alana Souza também se dedica a postar vários conteúdos informativos sobre a pandemia em suas redes sociais. Foto: Arquivo pessoal

Apesar de estarmos em pandemia há mais de um ano, a todo momento surgem novidades acerca do coronavírus. Uma delas é sobre a importância que as máscaras PFF2 tem ganhado para contribuir na prevenção contra o vírus. Com eficácia comprovada de 94% e sendo a única capaz de proteger o usuário e as pessoas ao seu redor, a PFF2 ganhou outro tamanho após a divulgação sobre sua eficiência.

Pensando nisso, a estudante do 5º período de Biomedicina, Alana Souza, iniciou uma campanha que consiste nas vendas e doações de kits com três dessas máscaras e um folheto informativo em Itabira.

Segundo a itabirana, o principal objetivo é alcançar profissionais dos serviços essenciais que tem contato direto com várias pessoas diariamente, como garis, entregadores, motoboys, operadores de caixa, zeladoras, motoristas, vendedores ambulantes, frentistas e outros. Para Alana, esses grupos não são protegidos o suficiente e também estão numa espécie de linha de frente, devido ao risco de contaminação que suas atividades impõe.

Por conta disso, a estudante decidiu reunir um grupo de pessoas para comprar as máscaras pela internet e conseguir melhores descontos. A partir disso, parte dos produtos são doados à comunidade e outra é revendida por preços mais acessíveis. Todo o lucro proveniente da venda dos itens é revertido na compra de mais máscaras.

Foto: Arquivo Pessoal

Como surgiu a iniciativa

De acordo com Alana, a ideia da campanha surgiu pela internet. A princípio, a ação teria apenas um cunho informativo, mas ela logo cresceu e passou a envolver diretamente a população itabirana. “Me inspirei em um projeto de fora que vi no twitter, jovens estão fazendo campanhas como essa em todo o Brasil. O objetivo, a principio, era só transmitir informação, mas várias pessoas me pediam indicação de onde comprar, estavam inseguras a respeito da procedência das máscaras ou, como comprariam poucas unidades, o frete sairia caro.”

“A partir daí, tive a ideia de reunir um grupo de pessoas para comprarmos online e conseguirmos desconto, e sugeri doar parte das máscaras. O primeiro pedido foi realizado assim, agora eu faço as compras, revendo, e todo o lucro é destinado em PFFs para distribuição”, acrescenta.

Alana afirma que não existe uma maneira única de realizar a entrega dos itens. A campanha envolve desde potenciais compradores do produto até amigos envolvidos em projetos sociais.

“As PFFs podem ser reutilizadas e, para isso, precisam ‘descansar’ pelo tempo mínimo de três dias. Pensando assim, fiz kits com três máscaras e um folheto informativo. Distribuo esses kits na rua. Se estou passando e vejo um gari, por exemplo, paro e entrego. Sempre deixo kits com doadores e com quem comprou e sugiro fazerem o mesmo. Uma amiga participa de um projeto social, mandei vários kits com ela também. Enfim, vou dando um jeitinho e, assim, alçando o objetivo.”

Interessados em contribuir com a ação podem procurar a itabirana por meio do seu Instagram, @alanasalm, ou realizando depósitos. Ao final da matéria, todas as informações necessárias para a contribuição estarão detalhadas.

Foto: Arquivo Pessoal

Por quê a PFF?

Sobre a escolha pela máscara PFF2, em específico, a futura biomédica utiliza como argumento a maior segurança oferecida pelo item em relação a suas “concorrentes”. Além disso, o fato do vírus também se espalhar por meio de aerossóis faz com que o investimento na máscara seja ainda mais importante.

“Infelizmente, não podemos assegurar a eficiência das máscaras caseiras e as cirúrgicas não possuem uma boa vedação. Hoje, no mercado, o melhor tipo de máscara para nossa proteção é a PFF2, também chamada de N95. Elas possuem a eficiência mínima, testada e aprovada, de 94%. Os estudos mais recentes mostraram que o coronavírus também se propaga por meio dos aerossóis, que são partículas bem pequenas e leves que despejamos no ar. Além da filtração mecânica, esse tipo de máscara faz a filtração eletrostática (por isso não pode ser lavada) que impede partículas de todos os tamanhos de atravessar. E, claro, ela veda muito bem, o que nem todas as caseiras fazem”, explica.

Mas apesar de todas as vantagens, a adesão dos brasileiros à PFF2 ainda é baixa, se comparada com outros tipos de máscara. Alana explica que a maior barreira para isso é a desinformação. “Vejo muitas pessoas que acham que elas têm a mesma eficácia que as caseiras, ou pensam que não tem tem tanta necessidade uma máscara melhor. Algo que é perceptível no dia a dia, quando vemos muitas pessoas com máscaras caindo, no queixo, ou simplesmente, sem elas. Outras pessoas acham que elas são muito caras, mas é um mito, podemos encontrar modelos por menos de R$ 5 e a segurança é exatamente a mesma.”

Por fim, a estudante pede que mais pessoas façam o mesmo. “Incentivo que, quem puder, faça o mesmo, mesmo que seja entre a própria família e amigos, mas façam. Quanto mais pessoas se protegendo, melhor. ”

Para doar

Instagram: @alanasalm

Conta:

Pix: alana_almeida@hotmail.com

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