O crime de clonagem do whatsapp tem ficado cada vez mais comum com o avanço da tecnologia de troca de mensagens. Bandidos duplicam a conta da vítima e espalham mensagens para os contatos com alguma desculpa para que os amigos transfiram dinheiro para uma conta bancária.
Itabiranos relataram ter sido vítimas do golpe nos últimos dias. Caso do advogado e chefe de gabinete do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Gustavo Milânio, que usou suas redes sociais para avisar sobre a clonagem de seu número e pedir a amigos que não transferissem qualquer valor nas contas indicadas nas mensagens.
No caso do advogado, uma das desculpas usadas pelos criminosos é de que o limite de transferência diário excedeu e precisava fazer uma operação para determinada conta. Assim, o golpista indicava um número para a transação e prometia devolver o dinheiro no dia seguinte.
Gustavo contou a DeFato Online que recebeu uma ligação logo após anunciar o carro em um site especializado. A pessoa do outro lado da linha se disse funcionária da empresa e pediu para confirmar dados. Imediatamente, disse que iria encaminhar um código como protocolo. Logo que o código chegou, o whatsapp do advogado parou de funcionar.
“Meu celular disparou mensagens para mais de 100 pessoas de Itabira. Dois amigos meus me ligaram quando já estavam prestes a fazer a transferência. Pediram R$ 1,9 mil para um e R$ 1,5 mil para outro. Por pouco não fizeram a operação e o pior é que não sei se tem alguma pessoa que chegou a fazer”, comentou o advogado.
Gustavo bloqueou o WhatsApp para que não mandasse mais mensagem. Ele também registrou um boletim de ocorrência online.
Procurado por DeFato Online, o subcomandante do 26º Batalhão de Itabira, major Rogério Fernandes, orientou que a desconfiança é sempre o melhor remédio em casos como esses. “A recomendação é que as pessoas não depositem dinheiro para nenhuma pessoa em razão de mensagens oriundas de whatsapp. Ligue para a pessoa e verifique”, disse o policial.
Major Rogério confirmou que esse tipo de golpe tem se tornado corriqueiro. “As pessoas, de boa fé, acabam fazendo a transferência. É preciso desconfiar e estar precavido”, orientou.

