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Joice defende discutir expulsão do PSL de deputados bolsonaristas

Joice Halssemann foi afastada da liderança do governo no Congresso - Foto: Divulgação

Após ter acusado o presidente Jair Bolsonaro de “ingratidão” (leia entrevista abaixo), a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) defendeu nesta sexta-feira, 18, que o partido discuta a expulsão de parlamentares aliados a Bolsonaro e que estão atacando a cúpula da legenda, presidida por Luciano Bivar.
Ao chegar para uma reunião da direção nacional da sigla, em Brasília, Joice defendeu representar contra deputados da ala “bolsonarista” no Conselho de Ética do PSL. “A porta da rua é serventia da casa”, afirmou. “Alguns têm que ser expulsos.” A parlamentar defendeu que um dos alvos seja o deputado Daniel Silveira (RJ), que gravou o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmando que iria “implodir” Jair Bolsonaro.
Na avaliação de Joice, mesmo se o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) se tornar líder do partido na Câmara – ele tenta novamente colher assinaturas para isso -, o filho de Jair Bolsonaro não terá “legitimidade” para o cargo.
Destituída da posição de líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro usou a Presidência da República para interferir no Legislativo. “O próprio presidente estava ligando e pressionando deputados para assinar uma lista”, disse, em referência à tentativa do presidente de fazer seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), líder da bancada do PSL na Câmara.
“Esperava mais respeito e gratidão”
Destituída da posição de líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirma que o presidente Jair Bolsonaro usou a Presidência da República para interferir no Legislativo. “O próprio presidente estava ligando e pressionando deputados para assinar uma lista”, disse, em referência à tentativa do presidente de fazer seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), líder da bancada do PSL na Câmara.
A sra. esperava ser afastada da liderança do governo?
Já esperava como retaliação, mas com um pouco mais de respeito, fidalguia e gratidão por todo esse tempo que eu me dediquei. Afinal de contas, carreguei muitas coisas nas costas, apaguei incêndios e atuei para construir pontes quando o governo atuou para implodir. Mas sabia que a gratidão não está entre as qualidades que cercam o presidente.
Já pensava em deixar o cargo?
Na semana passada, comuniquei ao meu partido que eu mesma deixaria a liderança. A Presidência da República estava sendo usada para interferir em outro poder, que é o Legislativo. O próprio presidente estava ligando e pressionando deputados para assinar uma lista.
Por que não assinou a lista de Bolsonaro que pedia para Eduardo ser o novo líder?

Eduardo seria o pior dos líderes. Ele não é nada conciliador.

Como deve ser a atuação da senhora a partir de agora?
Vou continuar minha luta no combate à corrupção. Vou continuar apoiando o presidente nas pautas em que ele realmente estiver ao lado do Brasil. Vou me dedicar ainda mais pelo mandato e à campanha pela Prefeitura de SP.
(Agência Estado)
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