“Gugu é atemporal, Gugu é de gerações”. É dessa forma que o jornalista itabirano Dudu Guimarães define o apresentador Gugu Liberato, morto após complicações oriundas de acidente doméstico. Dudu trabalha com as redes sociais do Fábio Porchat desde 2016. Ele inclusive acompanhou o Fábio no Programa do Porchat, na emissora Record e ainda ajudou o apresentador e humorista a criar o novo programa do canal pago GNT “Que História é essa Porchat”.
E foi justamente nessas andanças que Dudu conheceu o Gugu. Mais precisamente durante gravação para o programa do Porchat. Fã assumido do apresentador desde criança, da época do Passa e Repassa e ainda, do Sabadão Sertanejo, Dudu Guimarães prestou uma linda e pessoal homenagem a Gugu Liberato. Mas fez questão de compartilhar conosco.
Leia abaixo o texto de Dudu Guimarães em homenagem a Gugu Liberato:
Sabe aquele papo de que “ninguém é insubstituível”? Esquece! Gugu é um deles. É impossível aparecer outro Gugu, a gente até torce porque é bom para a TV. Mas não vai aparecer, a gente sabe. Gugu é atemporal, Gugu é de gerações. Entre erros e acertos, prevaleceu sempre a força de ser Augusto Liberato.
Sentir a morte do Gugu é algo que passa um pouco o meu lado de ser um fã, mas também aparece o meu lado de sentir nele um amigo. Um amigo que me acompanhou por anos nas noites de sábado no Sabadão Sertanejo, e que percorrida nas tardes do Domingo Legal. Ainda lembro como se fosse hoje quando eu assistia o Passa ou Repassa e morria de vontade de participar. Mas eu morava no interior de Minas, nunca iria. (Acredita que eu fui? Com o Celso Portiolli apresentando, mas minha equipe ganhou, eu levei tortada e cumpri todo o ritual que eu sonhava anos atrás).
Mas vamos falar de Gugu. Vamos falar de décadas à frente da maior batalha por audiência que essa país já viu. Guerra essa que foi vencida por uma ação de marketing no glorioso episódio em que juntou Faustão e Gugu na mesma tela.
Gugu falava com todo mundo. Gugu falava com a dona de casa, falava com o empresário, falava para o maior artista, pro menor também. Gugu era comunicador, um dos melhores da sua geração e das próximas que virão. E como um sopro, um deslize, uma piscada, ele não está mais aqui. Não tem mais o Gugu na nossa TV.
Nossa tristeza não é por não ter mais o Gugu na TV, confesso, eu não estava o acompanhando em sua atual temporada do Canta Comigo. Mas a nossa tristeza é porque a gente não pode mais encontrar com ele. Eu não posso mais esbarrar com ele pelos corredores da TV. Não vai ter a menor chance de um dia o Gugu apresentar um programa que eu trabalhei.
Quando eu o vi pela primeira vez na Record eu tremia. Eu tive a chance de dizer a ele o quanto eu era fã, e falei. Ele moldou o meu amor pela TV e o meu amor por querer estar lá. Ele foi tão simpático em atender um simples roteirista para tirar uma foto e dizer o quanto era fã dele. Ver o Gugu pessoalmente era algo que o olho demorava a enviar para o cérebro, que não compreendia. Ouvir a voz dele ecoando pelo estúdio era algo como “Caraca, eu cheguei lá”.
Aquele Dudu dos anos 90 que assistia o Sabadão Sertanejo, o Domingo Legal, o Passa ou Repassa, TV Animal… perde um ídolo. Talvez um dos maiores.

