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Julgamento de itabirano acusado de matar ex-mulher terá sequência em fevereiro

Crime aconteceu em Conceição da Barra, no Espírito Santo - Foto: Farol Atântico

Acusado de matar a ex-esposa a facadas no Espírito Santo, o itabirano Danilo André de Almeida Júnior, 37 anos, terá a continuidade de seu julgamento em 5 de fevereiro de 2020. De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), houve impossibilidade de escolta ao réu na última semana, o que impediu que ele fosse ouvido pelo juiz responsável pelo caso. Testemunhas, no entanto, foram ouvidas e deram detalhes do dia do crime.

Danilo está preso desde setembro do ano passado. Ele é acusado de ter assassinado a ex-esposa Cristiane de Fátima Pereira, 35, também itabirana, com 12 facadas. O crime aconteceu em Conceição da Barra, no litoral capixaba. A mulher foi morta dentro da própria casa, no dia 16. O homem foi detido quatro dias depois, já em Contagem/MG.

O itabirano está preso em São Mateus, distante cerca de 40 quilômetros de Conceição da Barra, onde o caso é julgado. Um dos ritos da audiência de instrução e julgamento é justamente a oitiva do réu. Porém, de acordo com o Judiciário, não houve possibilidade de fazer a escolta de Danilo entre os dois municípios. Ele terá que ser ouvido antes de o juiz Diego Franco de Sant’Anna proferir a sentença, por isso a nova data foi marcada.

Cristiane de Fátima Pereira foi morta com 12 facadas – Foto: Arquivo pessoal

Testemunhas que compareceram à primeira audiência, no entanto, deram detalhes do que ocorreu no dia 16 de setembro. Segundo pessoas próximas ao réu e a vítima, Danilo matou a ex depois que descobriu que ela fez um churrasco com amigos na casa dela. Os relatos também deram conta de que o acusado era usuário de drogas e, inclusive, chegou a se internar em clínica de reabilitação por causa do vício.

Outros pontos dos depoimentos frisam que Danilo tinha histórico agressivo. Cerca de 40 dias antes do crime ele havia deixado a prisão por ter agredido Cristiane. Ela tinha uma medida protetiva contra ele, o que não adiantou na data do homicídio. Outra informação repassada pelas testemunhas é de que foram os próprios parentes do acusado que denunciaram à Polícia Militar que ele havia se refugiado em Minas Gerais após o crime.

O caso é julgado pela 2ª Vara Criminal de Conceição da Barra. A expectativa é de que no dia 5 de fevereiro, após o réu ser ouvido pelo juiz, seja dada a sentença do acusado.

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