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Justiça barra votação de afastamento de Gabriel Azevedo da presidência da Câmara

gabriel azevedo

Foto: Cláudio Rabelo / CMBH

O vereador Gabriel Azevedo (sem partido) conseguiu na Justiça uma liminar para impedir a Câmara Municipal de Belo Horizonte de afastá-lo do cargo durante uma eventual abertura do processo. O Plenário da Câmara votaria nesta sexta (1º/9) as propostas de abertura de processo de cassação contra o presidente da Casa e o ex-corregedor, Marcos Crispim (PP).

De acordo com decisão do juiz Thiago Grazziane Gandra, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, a suspensão de um possível afastamento de Azevedo não ocorre para “impedir a votação”, mas para suspendê-la até a decisão do processo. Segundo o juiz, qualquer votação que possa afastar o presidente da Câmara do posto, caso seja aberto um processo de cassação contra ele, deverá aguardar a análise definitiva do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Pedido de cassação

Nesta semana, a deputada federal Nely Aquino (Pode) protocolou um pedido de cassação contra o presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, vereador Gabriel Azevedo (sem partido). A parlamentar foi presidente da Casa entre 2019 e 2022 e justifica o pedido alegando quebra de decoro parlamentar. Ela também solicitou o “afastamento imediato do vereador do cargo de presidente” durante a tramitação do processo e que a presidência seja ocupada pelo primeiro vice, vereador Professor Juliano Lopes.

São necessários 21 dos 41 votos para que o processo contra o presidente e o ex-corregedor comece a tramitar. O vereador Juliano Lopes (Agir), primeiro vice-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), aceitou a denúncia contra Azevedo, feita por sua ex-aliada, Nely Aquino (Pode).

Gabriel nega as acusações e se diz vítima de uma perseguição orquestrada pela Prefeitura de Belo Horizonte.

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