A Justiça determinou a transferência do traficante Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos, conhecido como Mancha, para um presídio de segurança máxima. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (18), em Belo Horizonte, e manteve a prisão preventiva do investigado.
Atualmente, Mancha está detido no Complexo Penal Público Privado, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No documento, a juíza responsável reconheceu a legalidade do cumprimento do mandado e registrou que não houve violação de direitos durante a detenção, motivo pelo qual a prisão foi mantida.
A magistrada também determinou que o Departamento Penitenciário de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública sejam comunicados com urgência para providenciar a transferência do preso para uma unidade de segurança máxima, com medidas reforçadas de custódia.
A Sejusp informou, em nota, que foi notificada da decisão judicial e que irá cumpri-la. Segundo a pasta, detalhes não serão divulgados por razões de segurança. A secretaria acrescentou que transferências de presos entre unidades fazem parte da rotina de gestão prisional do Depen MG.
Mancha foi preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em operação conjunta com participação da Polícia Federal, da Polícia Civil de Minas Gerais e de autoridades bolivianas. Natural de Contagem, ele é investigado por atuação no tráfico interestadual e internacional de drogas e responde a processos por tráfico internacional, tráfico interestadual, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como fundador da facção Tropa do Douglas, citada em investigações como ligada a alianças com outros grupos criminosos. Entre os episódios atribuídos a ele, está a remessa de mais de 300 quilos de cocaína para Portugal, em 2022, escondidos em carga de açaí. Em junho de 2023, ele foi preso em Mateus Leme, na Grande BH, e obteve autorização para cumprir prisão domiciliar em dezembro do mesmo ano.

